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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

pelo Tejo, por Lisboa

Podem assinar aqui.


Outra vez te revejo - Lisboa e Tejo e tudo -,
Transeunte inútil de ti e de mim,
Estrangeiro aqui como em toda a parte,
Casual na vida como na alma,
Fantasma a errar em salas de recordações,
Ao ruído dos ratos e das tábuas que rangem
No castelo maldito de ter que viver...
(...)


Álvaro de Campos

Fotografia: Mário

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

20 anos!

Vinte anos, já!

Nesse dia tinha de fazer uma prova de esforço mas o técnico, que morava ao pé do Chiado, não apareceu.

Ouvi as notícias na TSF.

Mas o Chiado está cada vez mais in, e gosto muito de tomar o metro e percorrer a Rua Garrett, depois de cumprimentar o Pessoa, e lançar os olhos aos bolos da Brasileira. Comprar o jornal, descer a rua e comprar uma rosa encarnada na florista que fica do lado direito.

E depois mergulhar na FNAC, sem antes passar pela Bertrand ou dar uma saltada à Loja da Catarina Portas.

Viva o Chiado!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

dez anos!


Que saudades. Foi mesmo bom. Custa a acreditar que Lisboa foi palco de um acontecimento tão fantástico!

Acho que se viveu um pouco de tudo, culminando no dia do encerramento, mas passando pelos pavilhões, pelos restaurantes (bifes de crocodilo!!!), as cervejas no Bugix ou o restaurante do Panamá, o Peter´s, o fogo de artifício, os teleféricos, a fragata Dom Fernando e Glória, os passeios, e o aquamatrix.



"Os oceanos: um património para o futuro" - considerada a melhor exposição de sempre.
Tanta coisa. Tanta emoção. Os olharapos, o desfile, as surpresas, o ambiente, as pessoas, o calor, a emoção. Sempre a emoção. Foi mesmo bom!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

despertar



Lisboa abriu-se hoje por inteira
Como no canto mais belo a Oxalá
Foi em Maio que a cidade foi ribeira
De água roxa, perfumada e tafetá.
Em Lisboa abriu-se a alma verdadeira
E sentiu-se o que existe para lá
Da magia e da arte feiticeira
Lisboa explodiu jacarandás.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

a minha praceta - 1


A "minha" praceta é bonita todo o ano. Feita com um
arquitectado equilíbrio de árvores e flores, está recheada de cores nas quatro estações, dando aos privilegiados que aqui habitam uma esperança renovada, todas as manhãs.

Nestes dias solarengos e frios, o ar é fino e transparente, e os raios de luz filtram-se nas folhas e nos ramos das árvores, fazendo jogos no chão de pedra. Há flores amarelas por todo o lado.

Londres ou Paris em Lisboa, a dar para a Praça da primeira e a Avenida da segunda. Sou um sortudo!

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

concertos de Natal, em Lisboa


Chega o Natal e chegam também os concertos nas igrejas. Um bom programa, especialmente na Igreja de São Roque, incluindo o Requiem Alemão de Brahms, o Gloria de Vivaldi e a Missa da Coroação de Mozart.
E com o nariz posto no incenso, a noite fria e as vozes afinadas e melodiosas.

Já começa a cheirar a Natal!

domingo, 18 de novembro de 2007

sinais dos tempos


O Público noticia, hoje: "Cremações disparam com novas atitudes perante a morte, tendo quadruplicado no espaço de dez anos. No ano passado, essa taxa foi já de 40 por cento - ocorre em quatro de cada 10 funerais ocorridos em Lisboa".

Mas a propósito desta notícia, para além das luso-nacionais curiosidades como o Tribunal "da Boa-Hora" e o Cemitério "dos Prazeres", sabem que o vereador que inaugurou o Crematório de Lisboa, em 1911, se chamava Alfredo... Guisado?

A vida é feita de incongruências e sinais, mesmo que ocasionais, da ambivalência da condição humana...

Imagem: Pirâmide de Fogo - de Aldina Duarte (fadista)

sábado, 17 de novembro de 2007

memórias


Hoje voltei ao Tivoli. Para ver uma peça infantil (por acaso, com certa graça).
As cadeiras estão a pedir reforma, a alcatifa é do tempo da monarquia, e o pó correspondente causa rinite alérgica ao mais empedernido nariz.
Mas o resto impõe respeito.

E lembrei-me de que o primeiro concerto a que assisti foi nessa sala, há cerca de 45 anos. Ficou-me na memória a 6ª Sinfonia de Tchaikowsky, e a vontade de perguntar "quando é que isto acaba"...

Mas recordo-me do prazer de ouvir uma orquestra ao vivo, pela primeira vez, e da minha professora de piano (a Dona Fernanda, vulga Fernandocas) - com quem fui, ensinar-me que não se aplaudia nas pausas entre andamentos.

É como se fosse hoje. Foi hoje. E mesmo não sendo uma professora de primeira água, obrigado.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

parques de Lisboa


Continua o "bom tempo", recheado de saudade, castanhas e sol.

Assim estava hoje o Parque das Conchas, suave e calmo, no meio da turbulência da cidade, como estiveram certamente os jardins da Gulbenkian, o Botânico, o "Colonial" e até o Campo Grande.

São tão bonitos os parques de Lisboa. Que pena serem tão raros, como raras são as pracetas que ainda resistem estoicamente em alguns bairros.
Os espaços verdes são essenciais, nem que seja para aumentar a nostalgia que num Outono "atípico" nos invade.