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domingo, 30 de novembro de 2008

Danke schön für alles!

Depois do Quarteto Amadeus, é agora a vez de Alfred Brendel, para mim o maior pianista vivo, dar o seu último recital em Lisboa. Não consegui bilhetes, mas em compensação vou ver DVDs e ouvir o 3º andamento da "Tempestade", de Beethovem, até à exaustão. Mas deixo-vos ficar outra coisa: um dos seus poemas - escrever vai ser uma das actividades a que se vai dedicar mais, agora que terminam os seus recitais.

When Mozart was murdered
no one
not even Haydn
would have guessed
that it was Beethoven
who had committed the wicked deed
During an outing
while Mozart
exhausted from playing leapfrog
was resting in the grass
Beethoven
disguised as Salieri
approached
slinking like a tomcat
and trickled poison
into Mozart’s matchless ear

At this point
it should be mentioned
that there was
in Beethoven’s life
a closely guarded secret
Beethoven was BLACK
and Mozart had FOUND OUT
After one of Beethoven’s wondrous improvisations
Mozart
had whispered to Süssmayr
Not bad for a nigger
Now there he lay
with poison racing through his veins
Laughing grimly
the culprit sneaked away
in full possession of the key of C minor
which
from now on

would be his.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

traz outro amigo também...

Um blogue de um jovem adolescente que gosta de música.

Nada como incursões em campos menos conhecidos (pelo menos para mim).
Nada mais atraente do que The dark side of the Moon".

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Brel - trinta anos de saudade



"Bien sur, il y a nos défaites
Et puis la mort qui est tout au bout...
"

Jacques Brel morreu no dia 9 de Outubro de 1978.
Marcou uma geração - não apenas pelos poemas e pelas canções, mas por um percurso de vida de coerência, insatisfação, insubmissão e revolta. O belga valão que quase exclusivamente cantava em francês e que acusava os flamengos de arrogância e de discriminação, foi um ícon para muitos, pertencendo ele mesmo à geração de ouro da música francófona, herdeiro de Piaf e de Brassens, companheiro de Reggiani, Moustaki, Leo Ferré, Barbara, Mouloudji, Aznavour e tantos outros.

"Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient bête"


Foi cantor e actor. Depois de uma vida activa, sempre interveniente, retirou-se para as Ilhas Marquesas, quando descobriu ter um cancro. Em 1977 regressou a Paris para gravar o seu último disco, dez anos depois do anterior e voltou para o lugar onde se sentia bem, navegando nos mares do Pacífico. Voltou à cidade-luz para morrer, e foi enterrado na Ilha Hiva-oa, no Arquipélago das Marquesas.
Deixou-nos a palavra, a nostalgia, o acreditar na vida e a presença da morte. E sentimentos profundos, íntimos e solidários. E polémicos. Como a natureza dos homens. E como Brel.

"Les vieux ne meurent pas, ils s'endorment un jour et dorment trop longtemps
Ils se tiennent par la main, ils ont peur de se perdre et se perdent pourtant
Et l'autre reste là, le meilleur ou le pire, le doux ou le sévère
Cela n'importe pas, celui des deux qui reste se retrouve en enfer
Vous le verrez peut-être, vous la verrez parfois en pluie et en chagrin
Traverser le présent en s'excusant déjà de n'être pas plus loin
Et fuir devant vous une dernière fois la pendule d'argent
Qui ronronne au salon, qui dit oui qui dit non, qui leur dit : je t'attends
Qui ronronne au salon, qui dit oui qui dit non et puis qui nous attend."


Ele, contudo, não chegou a velho - ou, vendo de outra forma, permanece sempre eterno na cultura dos povos. Salut Jacques!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Dia Mundial da Música

Para quê palavras, quando se está perante a arte mais sublime de todas? Embora intrinseca e estruturalmente imperfeitos, a música permite-nos pensar que é possível atingir a perfeição, a utopia, o apogeu. De qualquer tipo, de qualquer género, de todas as gerações, séculos e milénios. Trave mestra do diálogo universal, a Música ultrapassa tudo e todos - até os ETs dos Encontros Imediatos a reconheceram (ou nós é que reconhecemos a deles).


Um grande abraço de parabéns a todos os compositores, instrumentistas, maestros, músicos, melómanos, responsáveis e técnicos de programas musicais de rádio e televisão, produtores e comerciantes de discos, CDs e DVDs, escritores de artigos sobre o assunto, técnicos de som e dos bastidores de um concerto, afinadores de instrumentos, fabricantes e comerciantes dos mesmos, viradores de páginas, donos, técnicos e pessoal das salas de concertos, seja em auditórios, seja em estádios de futebol, informáticos que inventaram formas de transferir o som para a net e para suportes digitais, etc, etc; enfim, um grande abraço para todos os humanos.

A música faz parte de nós, e por isso mesmo, quando rítmica, é apaziguadora, descansativa, estruturante, securizante, produtora de endorfinas e de bem estar. Quando disritmica pode ser angustiante, ansiogénica, perturbadora. Mas não deixa de causa efeito no nosso ser.

Viva a Música! Viva a Música!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Já passaram vinte anos!

No dia 26 de Agosto dee 1988, há 20 anos, morria Carlos Paião, num acidente de automóvel perto de Rio Maior.

Independentemente de se gostar ou não do género, era um bom homem, e cantou mais de 500 canções.

Médico, formado em 1983, era um músico promissor.

Relembro aqui, uma estrofe de Cinderela, sobre a "não-idade" das paixões:
Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.

domingo, 20 de julho de 2008

outra amy

Desejoso de desvendar o mundo das Amys, para ver se se reduzia à miúda-que-vai-morrer-dentro-em-breve-porque-o-público-e-os-produtores-assim-o-exigem, descobri esta Amy.

Sons talvez mais tradicionais, mas provavelmente menos artificiais. Amy Pearson. Uma iglesa de 27 anos a residir na Austrália. Uma carreira a seguir.

domingo, 29 de junho de 2008

Hoje, às 16h. No Museu de Arqueologia (Mosteiro dos Jerónimos). Entrada gratuita.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

dó, ré, mi, fá, sol


As mamãs e o papás levam os filhos aos concertos, desde pequeninos. Para eles aprenderem a gostar de música. Vão ver a Aída a São Carlos, o Lago dos Cisnes à Gulbenkian, o Luganski ao CCB... e perguntam: "ó mamã, porque é que o bruxo não gosta dos cisnes?", "ó papá, porque é que aquele senhor está ali, no meio, a tocar sozinho?", "ó mamã, então o maestro não canta também?". As vezes adormecem e ressonam, Outras mexem-se nas cadeiras, desembrulham caramelos, dizem "ó papá, quando é que isto acaba?", "Cala-te, não estás a gostar?". "Estou, papá, mas quando é que acaba?"...

É bom. É bom os meninos aprenderem a gostar de música desde pequeninos. É bom tornarem-se melómanos. Assim, quando forem crescidos, farão o possível e o impossível para arranjar bilhetes para os concertos, e hão-de-se irritar duplamente, triplamente, com os meninos e papás sentados na fila da frente...

sábado, 26 de janeiro de 2008

pausa em Mozart

Destino
Clandestino
Sorte
Sedutora
Morte
Necessária
Sumária
E redentora.

Mas para quê?

Penitência em terra
Para alcançar o céu?
Onde? No inferno?
Num inferno que é só meu
(ninguém o entenderia)

Daí ser breve o eterno,
Eterna a guerra
E tu partires


Rompe o sol e nasce o dia...

Ah. E a Maria João Pires,
A tocar de Mozart, a Fantasia…

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

concertos de ano novo

A música foi também uma constante neste fim-de-ano madeirense. Desde a música nas ruas, por altofalantes ou ao vivo...
... a um excelente concerto pela Orquestra de Mandolins (a mais antiga da Europa), na Igreja Inglesa, pudémos saborear um bocadinho de tudo. Excelente.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

que acabem 2007 em paz...

Ruht wohl, ihr heiligen Gebeine

E que renasçam, quais fénixes, para um 2008 cheio de momentos, sentimentos e pensamentos bons

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

et in terra pax hominibus

É o que vos desejo, neste re-início de semana, quase fim outra vez. Com frio mas sem ameaça de chuva.
Paz. Interior, sobretudo. Mas também, exterior.
Vivaldi resume bem este sentir, numa parte especialmente fascinante do seu Gloria. Glória aos humanos e à sua força de viver.

domingo, 23 de dezembro de 2007

missa sem galo

Ontem fui à Missa. É verdade. O padre que a celebrou foi Michel Corbot, e a cerimónia teve lugar na Catedral da Gulbenkian. Muito participada (completamente a abarrotar), Deus-Bach (que não Baco!) foi devidamente venerado, com uma representação sublime da sua Missa em Si Menor.

Foi daquelas coisas que quase nos fazem crentes... ou fazem, embora mais da Humanidade do que de qualquer divindade que tire partido das competências e da capacidade humanas para"mostrar trabalho".

Os homens são tendencialmente bons. De Deus já não sei.
Da Missa de Bach só uma coisa a dizer: humanamente divinal!

domingo, 16 de dezembro de 2007

concerto de Natal

Foi na Igreja de São Luís dos Franceses. Terminou há cerca de uma hora. Mais um excelente momento de reflexão, harmonia e paz.
A orquestra do Círculo de Música de Câmara de Lisboa brindou-nos com várias peças, entre elas o magnífico Concerto para a Noite de Natal, de Archangello Corelli.
De notar, na assistência que enchia por completo a Igreja, dezenas de crianças de idades muito pequenas. Lá estive, a contribuir com três traquinas que, fosse pelo efeito da música, fosse pelo ambiente clerical, se portaram como archangelli.

Fotografias: MC (quase "em directo")

sábado, 1 de dezembro de 2007

josé


Sempre me intrigou a pessoa de São José. O seu aparente sacrifício, a menorização da condição de homem, a mistura de abnegação e de ingenuidade, fragilidade ou até "parvoíce" do seu papel na História.
Este vídeo, de uma música fabulosa que "explica" os sentimentos de José, é muito bom. Vale a pena ouvir e ver, e ouvir e ver, e ouvir e ver... vezes sem conta.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

balada para cinco instrumentos - Georges Moustaki

Adoro esta música. A ver se a consigo em breve colocar aqui.

Pour faire pleurer Margot
Pour faire danser grand-mère
Pour faire chanter les mots
De ma chanson douce amère
Laisse glisser ton archet
Le long de la chanterelle
Donne-moi le la caché
Dans l'âme du violoncelle


Oh la flûte emmène-moi
Sur les rivages de Grèce
Là-bas elle était en bois
Et son chant plein d'allégresse
Oh la flûte pardonne-moi
Si je deviens nostalgique
Si je divague parfois
En écoutant ta musique


Posée contre ton épaule
Ton amie la contrebasse
Joue discrètement son rôle
Discrètement efficace
Je ne sais qui soutient l'autre
De l'homme et de l'instrument
Unis comme deux apôtres
Ou peut-être deux amants


Et sur les rythmes du coeur
Les tambourins les crotales
Font revivre les couleurs
De mon Afrique natale
Réveille-moi aux accents
Des pays que je visite
De ma vie qui va dansant
De ma vie qui va trop vite


Et je voudrais rendre aussi
Un hommage à ma guitare
Mon inséparable outil
Qui partage mon histoire
Qui m'aide à trouver les mots
De la chanson douce amère
Qui a fait pleurer Margot
Qui a célébré grand-père

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

concertos de Natal, em Lisboa


Chega o Natal e chegam também os concertos nas igrejas. Um bom programa, especialmente na Igreja de São Roque, incluindo o Requiem Alemão de Brahms, o Gloria de Vivaldi e a Missa da Coroação de Mozart.
E com o nariz posto no incenso, a noite fria e as vozes afinadas e melodiosas.

Já começa a cheirar a Natal!

sábado, 17 de novembro de 2007

memórias


Hoje voltei ao Tivoli. Para ver uma peça infantil (por acaso, com certa graça).
As cadeiras estão a pedir reforma, a alcatifa é do tempo da monarquia, e o pó correspondente causa rinite alérgica ao mais empedernido nariz.
Mas o resto impõe respeito.

E lembrei-me de que o primeiro concerto a que assisti foi nessa sala, há cerca de 45 anos. Ficou-me na memória a 6ª Sinfonia de Tchaikowsky, e a vontade de perguntar "quando é que isto acaba"...

Mas recordo-me do prazer de ouvir uma orquestra ao vivo, pela primeira vez, e da minha professora de piano (a Dona Fernanda, vulga Fernandocas) - com quem fui, ensinar-me que não se aplaudia nas pausas entre andamentos.

É como se fosse hoje. Foi hoje. E mesmo não sendo uma professora de primeira água, obrigado.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

o que é bom não dura para sempre...


Formado actualmente por Daniel Hope (violino), Antonio Meneses (violoncelo) e Menahem Pressler (piano), o Beaux-Arts Trio é um referência incontornável na música dita clássica.
Iniciado em 1955, apenas mantém o pianista original. Tem uma enorme discografia, vastamente premiada, com interpretações absolutamente divinais, designadamente de Schubert e Mozart.

Alguns sortudos puderam assistir ao último do Trio, em Lisboa.
Deixam uma lacuna insubstituível.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

variações


Se de Goldberg, apenas as de Gould
Porque as mais sinceras e singelas
O sofrimento divertindo-se com o ardor
Em cada nota a nossa vida sendo elas.


Um Collares, bem frio e seco como deve
A medida do que é nobre e do que é bom
Ao momento que é só sonho e que é só breve
Há que dar, de Bach e Gould, o semitom.





Fotos: Google