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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

trabalhar para ocupar ou para preocupar?

Portugal é o quarto país onde menos se trabalha

Portugal é dos países com menos horas efectivas de trabalho por semana, de acordo com um estudo da Eurofound. A população empregada do país trabalha menos 1,2 horas do que a média e menos 2,9 do que nos países mais laboriosos.

JN on-line


Estas estatísticas deixam-me sempre com pele de galinha. Porque, em termos epidemiológicos, fazem-me farnicoques. Depois porque não dizem nada sobre nada. Mas podem levar a pensar muito sobre muito - é esse o seu verdadeiro (mas encapotado) perigo!

sábado, 10 de maio de 2008

será que Vale tudo?

Há qualquer coisa que me inquieta, no processo de Vale e Azevedo.

Não estou por dentro dos vários processos, nem como benfiquista me suscitou especial simpatia. Mas há algo que me incomoda, como espectador apenas mediático deste "circo", neste processo. Condenado, esteve preso, foi solto o tempo suficiente para ser preso novamente (cerca de dez segundos, para ficar livre, se não não podia ser preso porque já estava preso - e foi vê-lo vestido, de mala, a sair e a re-entrar na prisão!), saíu, agora foi novamente condenado a uma pena nada leve: sete anos e meio.

Não discuto se a moldura penal é esta ou outra, mas o que me incomoda é o facto de todos estes alegadosd crimes terem sido efectuados antes de ser preso. Porquê este calvário, de julga-não julga, acumulando penas e mais penas?

Há algo de iníquo, comparando com o que se diz dos futebol, dos BCPs, dos interesses do lobby de betão, dos erros governamentais, etc, etc. Ou dos que retiram a vida a outrém, ou dos ´pobres adolescents que, com Gisberta, só faziam uma brincadeira de crianças.

Vale e Azevedo não velejará no seu iate Lucky Me, de um milhão de contos. É certo. E porventura é justo. Mas porque será que este caso me incomoda?

domingo, 13 de janeiro de 2008

indigno

O "Público" noticia:
Ainda existem 656 celas nas prisões portuguesas onde os reclusos têm de depositar os seus dejectos em baldes, sem qualquer sistema sanitário. O ministro da Justiça, Alberto Costa, quando tomou posse, prometeu que a erradicação do problema seria uma das suas prioridades, tendo estabelecido Dezembro de 2007 como a data para o fim do prazo.

Já tinha lido várias vezes notícias semelhantes. Mas o que me pasma é que HOJE mesmo não se tomem medidas para acabar com uma situação que vai contra todas as normas da saúde pública, da dignidade humana, dos direitos constitucionais. HOJE é o dia para acabar com isto, de tal forma iníquo e degradante, não "no final de qualquer ano" (prazo que ainda por cima já passou).

Não somos nós que lá estamos, não é? Ou pensamos que não somos...

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

não seria um ATL?

Na freguesia de Carapeços, Barcelos, não se fala de outra coisa senão do "insólito" achado de um caixão com os restos mortais de um bebé, no cemitério paroquial. O coveiro António Costa, que foi o primeiro a encontrar a urna, diz que se trata de pessoas religiosas. "Quando vi o caixão branco, pensei logo que estava ali um anjinho", contou.
- lê-se no DN

terça-feira, 20 de novembro de 2007

as crianças estão de parabéns


A Convenção sobre os Direitos da Criança comemora hoje o seu 18º aniversário.

Elaborada quarenta anos depois da Declaração sobre o mesmo tema, a Convenção representou um enorme salto qualitativo, dado que reconhecia aos Estados que a ratificassem, a obrigação de velar pelos direitos nela consagrados, e promover a qualidade de vida, segurança e bem-estar das crianças, entendidas como sujeitos de direito e não apenas protegidas pelo direito.

Até ao momento, apenas dois Estados ainda não ratificaram a Convenção: Somália e EUA. Em muitos, contudo, mesmo tendo-o feito, atropelam-se os direitos das crianças com a complacência ou cumplicidade governamental.

Portugal esteve representado no primeiro Comité Restrito da ONU, através da jurista Marta Pais. Contudo, à excepção do ano de 1999, em que o Relatório do país (2º relatório) foi feito por uma Comissão dos Direitos da Criança, representando sectores muito alargados. Guterres a criou, Guterres a enterrou. Desde então, o torpor tem caído sobre a Convenção, sendo muito citada e pouco acarinhada, em termos de medidas eficientes.

É pena. Mas era de prever...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

bravo!


O primeiro-ministro anunciou esta terça-feira, que a vacina contra o cancro no colo do útero vai ser integrada no Plano Nacional de Vacinação. - (TSF online)

Excelente e justa medida. Faz esquecer o que se passou com a vacina anti-meningite C, há seis anos, e o que falta fazer com a vacina anti-pneumococos.
E apenas uma correcção - não é uma vacina "contra o cancro do colo do útero", mas sim contra o papiloma vírus humano. É por esta razão que, além das raparigas e mulheres jovens, os rapazes também devem ser vacinados (não serão portadores do vírus, não terão condilomas e diminuirá a incidência de cancro do pénis).

Imagem: HPV - Google

terça-feira, 6 de novembro de 2007

as Portas do Sol




Uma pequena delícia, este jardim "com vista para o Tejo".
Percorrem-se ruelas e, de repente, surge o arvoredo, o parque, a lezíria aos nossos pés.



As Portas do Sol são portas para o infinito, tão longe quanto o horizonte, tão alto como o Céu.

Quando passarem por Santarém, capital do Gótico, não percam este lugar, tão bonito quanto calmo, tão rico como simples, ao qual um dia criador de Outono deu o sublime toque da magia.

Fotografias: MC

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

longe mas perto. Distante e bom.

Tão perto de nós e afinal tão longe. Tão distante mas tão bom.

Estou a falar da Serra de Montejunto, mesmo aqui ao lado de Lisboa, lugar quase esquecido, com vertentes várias e todas elas encantadoras, paisagens magníficas que nos supreendem ao virar da estrada, aldeias bucólicas e vinhedos cor de fogo.

No topo, junto à Estação Meteorológica, a capela da Senhora das Neves, que data do séc.XVIII, as ruínas do primeiro convento dominicano construído em Portugal (séc.XIII) e as do Convento da Reforma do Montejunto. Um pouco mais além, o remanescente da Real Fábrica do Gelo.

Vale a pena mudar de rumo e passear em Montejunto. É um monte mesmo junto, mas talvez por isso, ignorado e distante. Afinal, tão distante mas tão bom...