Vá. Já é de noite. Percam o medo e saiam nas vossas vassouras.
Bruxas de todo o mundo, unidas vencerão!


"Eu, o Principe Dom Pedro de Alcantara Luiz Philippe Maria Gastão Miguel Gabriel Raphael Gonzaga de Orleans e Bragança, tendo maduramente reflectido, resolvi renunciar ao direito que pela Constituição do Imperio do Brazil promulgada a 25 de Março de 1824 me compete à Corôa do mesmo Paiz. Declaro pois que por minha muito livre e espontanea vontade d’elle desisto pela presente e renuncio, não só por mim, como por todos e cada um dos meus descendentes, a todo e qualquer direito que a dita Constituição nos confere á Corôa e Throno Brazileiros, o qual passará ás linhas que se seguirem á minha conforme a ordem de successão estabelecida pelo Art. 117. Perante Deus prometto por mim e meus descendentes manter a presente declaração."
Cannes, 30 de Outubro de 1908.
A "escritoríssima" Margarida Rebelo Pinto (que há um par de anos, na Feira do Livro, respondeu a sério à pergunta maliciosa de um jornalista sobre se estava nas suas intenções vir um dia a ganhar o Prémio Nobel), deu uma longa entrevista a um semanário onde declara, entre muitas outras coisas, duas que me impressionaram vivamente: "detesta quem escreve a palavra ´vermelho´, e adora escrever a palavra ´merda´."Mãe adoptiva de Esmeralda começa hoje a ser julgada por sequestro
Cavaco voltou a vetar o Estatuto dos Açores. Não estou por dentro da Lei nem tenho conhecimentos para a analisar, mas há uma questão, pelo menos, sobre a qual me interrogo: poderá um órgão que vai ser dissolvido, como seria o caso da Assembleia Regional, pronunciar-se de modo decisivo sobre a sua própria dissolução?
Aqui fica, para a posteridade, a minha Declaração em como o que interessa é se as escolas são boas ou más, se têm ou não projecto pedagógico sólido, se são seguras, se respeitam a criança enquanto ser em eterna brincadeira, se dão mimo, se não exigem TPCs, e se são inclusas e reflectindo a variedade do ser humano e a realidade externa.
Será que alguém sabia
Há 30 anos iniciava o papado Karol Józef Wojtyła, polaco, que adoptou o nome de Johannes Paulus PP. II, tornando-se o primeiro papa não-italiano em 455 anos.Salazar também lutou pela democracia e liberdade, na faculdade
Enquanto professor na Universidade de Coimbra, Salazar foi processado e suspenso por fazer política em prol da monarquia nas salas de aula. Defendeu-se elogiando a "liberdade de expressão" e a democracia como "conquista legítima".
JN on-line


1935
Moral da História: Mao Zedong, num Volvo PV 544, a 120 km/h (a velocidade máxima a que rodava) teria feito o seu percurso em cerca de 83 horas...
Há pessoas que são. Apenas isso. São. Nos tempos de verbos transitivos, ainda conseguem conjugar o verbo ser na sua essência. Ser. Estar.Portugal é o quarto país onde menos se trabalha
Portugal é dos países com menos horas efectivas de trabalho por semana, de acordo com um estudo da Eurofound. A população empregada do país trabalha menos 1,2 horas do que a média e menos 2,9 do que nos países mais laboriosos.
JN on-line
A propósito da Entrada de hoje de manhã, e dos comentários - espero que surjam mais -, aqui ficam duas sugestões: Hemingway e Hugh Thomas.
Um dia, no dia 28 de setembro de 1974, um pseudo-primo meu afirmou que o que Portugal precisava era de uma guerra civil que, de uma vez por todas, resolvesse a questão política subjacente.
Curiosamente nasceu um dia antes de mim. Admirei-o e admiro-o. Corajoso, lutador, sem medo.
Albino Luciani. Nasceu a 17 de Outubro e teria, agora, 96 anos. Se não tivesse morrido. Se não o tivessem assassinado? Dizem que Deus sabe, mas também dizem que Deus, ou alguém em nome d´Ele, se encarregou do serviço.
Apesar de curto, no seu pontificado ainda conseguiu reunir uma conferência para discutir o problema da sobre-população no Terceiro Mundo, um tabu para uma Igreja que fazia (faz!) da anti-concepção um pecado, e pretendia prolongar o trabalho de João XXIII sobre o ecumenismo e o espírito liberal do Concílio Vaticano II.
Fazemos um ano. Com 387 entradas, 17.500 visitas e muitos comentários.
Ainda outra: ambas foram fuziladas em França.
Pierre Laval foi o dirigente fantoche do Governo de Vichi, na França ocupada pelos nazis. Era um deputado e senador pacifista que, nos anos trinta, fez uma súbita viragem à direita (acontece!), tendo sido ministro dos negócios estrangeiros e primieor-ministro duas vezes. Anti-comunista primário, denunciou o pacto com a União Soviética e alinhou a França com a Itália fascista. Sendo contra a declaração de guerra da França à Alemanha e encorajou a capitulação, sendo depois ministro de Estado do General Pétain. Depois de ter posto este na sombra, Laval tornou-se o braço direito de Hitler em França. Fugiu para a Alemanha na hora da Libertação, depois para Espanha, de onde foi expulso, procurou refúgio na Áustria e acabou por se render aos americanos, tendo sido julgado, e fuzilado a 15 de Outubro de 1945.
Margaretha Geertruida Zelle era holandesa e chegou a Paris em 1905, sendo uma dançarina de estilo exótico, numa versão sofisiticada de streap-tease. Depois de umas tournées pela Europa, adoptou o nome de Mata Hari (que, em malaio, que dizer “o olho do dia”). O seu catálogo de amantes incluíu altas individualidades francesas, designadamente militares. Em Fevereiro de 1917 foi detida por “espionagem”, e acusada de ter fornecido aos alemães pormenores sobre a nova arma dos Aliados: o tanque.
Antes de 1961, as opções não eram muitas: só havia fraldas de pano (algodão) as quais, em média, podiam ser utilizadas entre 50 a 100 vezes.
E aqui ficam alguns dados, para vosso gozo:
Quantos anos leva uma dessas árvores (abetos) a crescer?
O Outono chegou. E é oficial.
Estavam uma delícia. "Tive de esperar" - explicou - "porque os fornecedores misturam, nestas primeiras levas, castanha da boa com outra menos boa. E os meus clientes não merecem um mau serviço." - além de simpático é um profissional.
Recordo-me de, por causa deste tema, ter entrado a correr, sem pedir licença e furando a segurança e subindo a escadaria a quatro e quatro, com um polícia atrás de mim a dar-me voz de prisão, no gabinete do Secretário de Estado, Carlos Loureiro, na Praça do Comércio, em 1994, para tentar emendar um erro no decreto-Lei que ia ser levado a Conselho de Ministros daí a breves minutos. Esse erro atrasaria a implementação do uso de cinto no banco de trás por mais seis anos. E ao mesmo tempo ameaçando-o de um processo por cada criança que morresse indevidamente (o que a gente faz... entrar num gabinete de um governante com ameaças - se fosse hoje ia parar a Guantanamo). Tantas lutas, campanhas, spots, alegrias, esperanças, acções, e frustrações também...
Ainda me lembro do enorme susto que apanhou Cavaco Silva, então primeiro-ministro, quando desceu num simulador a 15 (quinze!) km/h e sentiu a brutal violência do choque, numa acção de rua na Avenida da Liberdade em que o meu filho mais velho esteve envolvido. Lembras-te, Pedro? "Chocar a 45 km/h tem a força de impacto igual a cair de um 5º andar" - quantas vezes repetimos isto, e quantas vezes fomos chamados de "exagerados", "maníacos", "fundamentalistas". "Não andámos todos sem cinto quando éramos pequenos" - diziam amigos e colegas. O pior é que os que tinham morrido não estavam cá para produzir esses comentários.
Muito se fez, em 20 anos. As cadeirinhas, consideradas uma coisa estranha, passaram a ser normais, mesmo que ainda com muitos erros de utilização pelos pais. Morriam nas estradas o equivalente a dois aviões cheios de crianças. A situação melhorou indubitavelmente, mas ainda há muito para fazer, como usar SEMPRE o cinto no banco de trás, e não facilitar NUNCA, porque podemos estar parado e alguém nos bater no carro.