
NOTA PRÉVIA: a frase que dá o título a esta Entrada é antiga, e diz-se a quem, insistentemente, apregoa sobre alguma coisa: "é meu, é meu!".
Falamos muito das pessoas que cospem no pavimento, nas que não separam o lixo ou atiram papéis pela janela do carro.
Mas que dizer dos porcalhões - não os cães, coitados - mas dos donos dos cães que deixam os seus animais fazer as necessidades onde quer que seja.

Pessoalmente, sou a favor de uma postura municipal que seja de uma intransigência feroz. João Soares tentou, com a campanha "Presentes do seu cão? Não, obrigado!". O resultado foi quase nenhum, porque muitos donos se estão nas tintas.
Vejo diariamente, no local onde resido. Os meus filhos incomodam-se e têm receio de ir brincar para a praceta ou para o relvado.
Respingamos com as pessoas, mas as respostas são sempre de sobranceria e quase ofensa. E os cães lá continuam a cagar a via pública com total impunidade dos seus queridos donos. Que diriam eles se eu pusesse os meus filhos a fazer as necessidades no passeio? Os riscos para a Saúde Pública eram, por acaso, até bastante menores.
Se eu fosse presidente da Câmara, juro que punha coimas elevadas, e nem que fosse através do ADN da caca do cão haveria de chegar ao dono e aplicá-las.
É caso para dizer. "Merda para o dono!".
Fotografias: MC