sexta-feira, 4 de abril de 2008

atira primeiro e pergunta depois...


O procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro, afirmou ontem, em declarações reproduzidas pelo site Portugal Diário, ter "elementos seguros" que provam que "há alunos que levam pistolas de 6,5 e 9 mm para as escolas". - está no DN de hoje.


Havia uma canção (?!) em 1975, que rezava qualquer coisa como isto:
"O patrão
É um balão
Pega numa faca
E fura-lhe a barriga
".

Sâo os déja vues de um país que teima em ser, em aguns aspectos, mais que sub-sahariano...

4 comentários:

JB disse...

Na minha escola - Carolina Michaelis, sempre ela -há mais de dez anos, foi apanhado um aluno, semi-dilinquente com uma navalha de ponta e mola.
Na altura, o sururu não passou os muros da escola, o presidente do conselho directivo guardou o troféu de caça, houve reunião de conselho de turma, castigou-se o aluno já não sei como exactamente e durante meses a arma ficou na escola, sem a polícia ter sido chamada, nem o PGR fazer comentários sobre o assunto, que lhe era perfeitamente desconhecido.
A minha opinião sobre este assunto é a de que quanto mais alarde a TV e os jornais fizerem sobre a violência inter-muros escolares, mais casos surgirão e mais pais pretenderão proteger os seus filhos, comprando-lhes um revolverzito em vez de alguns manuais escolares.

Tanto barulho não é construtivo, seria bem melhor apetrechar as escolas com câmaras nos pátios e nos corredores, onde muitas cenas se passam, sem que haja controlo do que quer que seja.

Nenhum lugar é seguro neste mundo...muito menos o nosso país. os meus filhos rapazes foram atacados mais de tres vezes em pleno dia e o mais novo levou com correntes num braço numa vez em que se aventurou atravessar sozinho a ponte D. Luis.

Isto já foi há mais de dez anos.

Nada mudou, os media é que acordaram agora.

virginia Barros disse...

Não foi JB que escreveu o artigo acima, mas Virgínia, houve um engano qualquer na autoria do artigo!!!

Anónimo disse...

Muito pouco claro o que se pretende com esta entrada, Mimster.
Mas talvez seja eu...
Manuel Teixeira

Mário disse...

Talvez porque o assunto seja obscuro, meu caro Manel...
É que existe uma coisa chamada "cultura de paz" de que pouco se fala, a todos os níveis, da comunicação social aos tribunais, das famílias aos clubes de futebol: fomenta-se a raiva e o ódio, o que depois resulta numa incapacidade de dirimir conflitos.
Será isto?
"Ajuta" lá mais qualquer coisinha...