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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Há pessoas que são. Apenas isso. São. Nos tempos de verbos transitivos, ainda conseguem conjugar o verbo ser na sua essência. Ser. Estar.

A Mirita era uma delas. E, no momento em que parte, fica um sorriso. Uma graça. Um miminho. Um doce feito em casa. Um pão daqueles que dura a semana toda. Uma coscuvilhice (quadrilhice). Um desabafo. Um beijinho quase repenicado. Um afecto.

Um dia tinha de ser, não era? A vida não é eterna, por mais que desejemos. Estará ao lado do seu Augusto, que tinha sempre uma anedota debaixo da manga para me contar quando lhe ia medir a tensão. Tantos anos! E um bolo de festa. E uma notícia. E um mimo.

Até sempre!

domingo, 23 de março de 2008

"projecto memória"

Resolvi, já não sei bem porquê - talvez por, a propósito do "caso Michaelis" me lembrar dos meus tempos do liceu - pesquisar na net os nomes de alguns dos meus colegas, desde a escola primária (n´"O Beiral" ) até ao Liceu Pedro Nunes, onde andei sete anos.

Foi um exercício curioso. Primeiro, porque descobri referências a quase todos. Depois, porque soube o que faziam, e mesmo relativamente a alguns dos quais já sabia o percurso profissional fiquei a saber, por exemplo, que além do seu trabalho pintavam e faziam exposições, que eram músicos, que se dedicavam às crianças índigo, etc. E, depois, consegui os mails de quase todos.

Agora, a por vezes mais de quarenta anos de distância, vou activar o "projecto memória" e saber deles. Quem sabe o gozo que me dará e as amizades que vão renascer das cinzas.