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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

os tiranos também se abatem

"A História me absolverá" - disse Fidel, em pleno julgamento, nos anos cinquenta, quando era ainda prisioneiro do ditador Fulgencio Batista.

Esta confiança total nos desígnios da História fê-lo, como em tantos outros casos, confundir idealismo e missão com ditadura de inspiração divina.

Tornou-se num ditador feroz, dinossáurico e obsceno. Tem sangue nas mãos e Cuba não é o paraíso dos "amanhãs que cantam", mesmo dando o desconto de um ignóbil embargo norte-americano. É um país paupérrimo, desigual, onde só não há SIDA (?!) porque um decreto governamental não permite (e os doentes de HIV estão em "sidários").

Hoje "desistiu", diz ele, da presidência. Desistiu... está mais morto do que vivo, e ainda quer criar a ilusão de que poderia continuar. Deixa o irmão, que tem tanto sangus e injustiça nas mãos como ele.

"A História o julgará!" - assim é que é a frase universal. Se o absolve ou não, não é a Fidel que compete dizer. Por mim, já tenho o veredicto, mas como não sou juíz nem sou a História, limito-me a expressar o meu enorme contentamento de cidadão do mundo, ao ver desaparecer de cena mais um torcionário e ditador.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

áfrica, áfrica


A SIDA cura-se com chá de limão. Há presidentes a garantir percentagens para contas pessoais sobre todos os negócios do Estado. Prende-se, tortura-se e mata-se. Casam-se as filhas com fausto (não com o Fausto...) enquanto o povo morre sem vacinas e de desidratação. Os dinheiros dos doadores é "empochado". O trabalho dos voluntários e das ONG é mal visto e muitas vezes nem sequer aceite. As guerras tribais suplantam qualquer hipótese de tolerância. Os ditadores são expulsos e regressam, muitas vezes a coberto de "eleições". É óptimo ter um "colonialismo" para culpar, mesmo que seja décadas e décadas depois. Que excelente bode expiatório...

Pessoalmente, recuso-me a "pedir desculpa" pela colonização, pelos crimes da Inquisição ou seja pelo que for pelo qual não seja individualmente responsável.

E escrevo, "alto e bom som": muitos líderes europeus são fracos, oportunistas e coniventes com a morte e a traição, ao aceitarem, em nome da "diplomacia" e da "real politik" situações que causam náuseas só de pensar nelas.

Neste Natal, ofereça aos seus filhos um peluche com a cara de Kaddafi. Ou um boneco com a face do Mugabe. Pode ter a certeza de que ele não terá terrores nocturnos, pesadelos ou "sonhos maus" - ao pé de monstros como estes, tudo o mais será veludo cor-de-rosa.

E muito limão na dita, para curar o HIV, claro...