segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

áfrica, áfrica


A SIDA cura-se com chá de limão. Há presidentes a garantir percentagens para contas pessoais sobre todos os negócios do Estado. Prende-se, tortura-se e mata-se. Casam-se as filhas com fausto (não com o Fausto...) enquanto o povo morre sem vacinas e de desidratação. Os dinheiros dos doadores é "empochado". O trabalho dos voluntários e das ONG é mal visto e muitas vezes nem sequer aceite. As guerras tribais suplantam qualquer hipótese de tolerância. Os ditadores são expulsos e regressam, muitas vezes a coberto de "eleições". É óptimo ter um "colonialismo" para culpar, mesmo que seja décadas e décadas depois. Que excelente bode expiatório...

Pessoalmente, recuso-me a "pedir desculpa" pela colonização, pelos crimes da Inquisição ou seja pelo que for pelo qual não seja individualmente responsável.

E escrevo, "alto e bom som": muitos líderes europeus são fracos, oportunistas e coniventes com a morte e a traição, ao aceitarem, em nome da "diplomacia" e da "real politik" situações que causam náuseas só de pensar nelas.

Neste Natal, ofereça aos seus filhos um peluche com a cara de Kaddafi. Ou um boneco com a face do Mugabe. Pode ter a certeza de que ele não terá terrores nocturnos, pesadelos ou "sonhos maus" - ao pé de monstros como estes, tudo o mais será veludo cor-de-rosa.

E muito limão na dita, para curar o HIV, claro...

2 comentários:

manuel teixeira disse...

Ai, ai, ai .....

Acalma-te, pá !

Vais mais um cabritinho no abano ?

Mário disse...

Manel
Estás a deixar-te levar pelo politicamente correcto.
Não sendo o caso, em que é que a minha entrada justifica o "ai ai ai"?

E acalmar-me? Estou calmo, porque se não o estivesse não escreveria o que escrevi, mas "acalar-me" perante injustiças desta dimensão, é que não.

Sabes que a Amnistia Internacional, que é hoje o que é, foi criada em Londres, quando tu lá estavas, em solidariedade para um (apenas um...) estudante português preso pela PIDE.
Como se dizia no admirável filme "O Julgamento de Nuremberga" - um ou muitos, é igual. A fronteira está no "sim" ou no "não", e não na quantidade...

Não te deixes amolecer, pá... até porque La Petite Baguette ficaria desconsolada (como resistente ao nazismo, claro)´- e não confundas maturidade ou tolerância com ambiguidade ou pactuar com a vilania.