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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Poemas de Natal 14 - Fernando Pessoa (outra vez)

Chove. É dia de Natal - Fernando Pessoa



Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.

Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.

Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.


PIntura: Caillebotte - Paris, la pluie

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

pessoa

Já que falamos de Pessoa e, nos comentários à Entrada anterior, de non-sense, vale a pena recordar um poema seu, praticamente desconhecido... et pour cause:

António de Oliveira Salazar
Três nomes em sequência regular.
António é António
Oliveira é uma árvore
Salazar é só um apelido
Até aí está tudo bem.
O que não faz sentido
É o sentido que isso tudo tem.

Poemas de Natal 10 - Fernando Pessoa

Natal - Fernando Pessoa




Natal... Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.
Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade.

E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!