Mostrar mensagens com a etiqueta salazar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta salazar. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

pessoa

Já que falamos de Pessoa e, nos comentários à Entrada anterior, de non-sense, vale a pena recordar um poema seu, praticamente desconhecido... et pour cause:

António de Oliveira Salazar
Três nomes em sequência regular.
António é António
Oliveira é uma árvore
Salazar é só um apelido
Até aí está tudo bem.
O que não faz sentido
É o sentido que isso tudo tem.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

consta que ainda dentro da barriga da mãe...

Salazar também lutou pela democracia e liberdade, na faculdade
Enquanto professor na Universidade de Coimbra, Salazar foi processado e suspenso por fazer política em prol da monarquia nas salas de aula. Defendeu-se elogiando a "liberdade de expressão" e a democracia como "conquista legítima".

JN on-line

segunda-feira, 23 de junho de 2008

a 23 de Junho de 1940 foi despedido...


Bordéus. 1940. A Wehrmacht ocupa a França. Centenas de milhar de pessoas fogem do terror nazi. Pegam nas crianças e nos idosos, lançam mão de alguns dos seus haveres e metem-se à estrada. Os alemães perseguem-nos. O objectivo é exterminá-los - Hitler foi muito claro.

Os fugitivos procuram refúgio. A palavra passa: há um pequeno país de onde é possível partir para terras mais seguras, onde não se perseguem nem assassinam as pessoas só porque têm uma religião diferente, uma cor da pele diferente, opções politicas diferentes.

Para chegar a esse país, é necessário atravessar outro país, um pouco maior, dilacerado por uma Guerra Civil, e nas mãos de governantes que não escondem a sua simpatia pelo regime que vigora na Alemanha. E para atravessar a Espanha era necessário um visto português.

Em 1939, Salazar tinha dado ordens claras ao corpo consular: nada de vistos, eles que se amanhem. Houve contudo um Homem (entre outros, que felizmente a coragem e a rectidão não são tão raras como isso) que resolveu dizer "Não!". "Não!" às ordens injustas, "Não!" aos regulamentos iníquos, "Não!" às leis criminosas. "Recusar os vistos era superior às minhas forças!". Esse Homem foi Aristides de Sousa Mendes, consul de Portugal em Bordéus nos anos negros do nazismo.

A coragem deste Homem não se diz em 30.000 palavras nem se conta em 30.000 páginas. Trinta mil... foi o número de vistos que, em poucos dias, Aristides de Sousa Mendes passou, à revelia do ditador, mas em consonância com o que de mais nobre a condição humana tem. Aristides de Sousa Mendes salvou 30.000 pessoas da morte. E acabou julgado, condenado, demitido, reduzido à miséria, obrigado a pedir esmola para alimentar a família até morrer num hospital de Lisboa, em 1954.

"Quem salva um homem, salva a Humanidade inteira!" - pode ler-se na placa de homenagem, em Jerusalém.

É este o valor da solidariedade, da nobreza e da rectidão de carácter, face à iniquidade e ao desprezo pela condição humana. Neste dia, em que se celebraria o seu aniversário, lembremo-lo, para que a História, ou pelo menos a parte mais abjecta dela não se repita. Para que não esqueçamos o valor de um Homem e, em consequência, o valor da Humanidade inteira.

sábado, 10 de maio de 2008

a frase de ouro



Mário Neves pergunta, Humberto Delgado responde. "E o que vai fazer ao Presidente do Conselho de Ministros?". "Obviamente demito-o!"

A 10 de Maio de 1958, no café Chave de Ouro, em Lisboa. Depois, foram os banhos de multidão, a esperança, as eleições que alguns afirmam ter sido ganhas por ele, a perseguição, o exílio e o assassinato.

O General Sem medo mostrou o material de que era feito. "Olha para trás, vota no Thomaz", "olha para o lado, vota no Delgado", "olha para a frente, vota no Vicente". Arlindo Vicente viria a desistir em favor de Delgado.

O 25 de Abril surgiria 18 anos depois, com uma Guerra Colonial de 13 anos de permeio.