Lembro-me de, quando estava de "banco", o som da passarada em Santa Maria, às seis da manhã, nos dias quentes de Verão, depois das terríveis noites sem dormir e a atender casos que, àquela hora, eram sempre graves, me provocava náuseas, quase piores do que os primeiros surtos de luz ou o café com leite a saber a sabão do Toxinas-Bar.

A sensação agora é outra. De sinfonia e de companhia. E de graça.
Ao entardecer também lá estão, aos magotes, escolhendo criteriosamente algumas árvores, mas enchendo-as completamente. E chilreiam, chilreiam, chilream. Cantam, cantam, cantam.
Mais tarde, pelas duas ou três, virão os rouxinóis fazer o seu solo.
Tenho muita sorte!