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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

redes

As cores das redes são algo de fascinante. Evocam muita coisa, diferentes de cada vez que se vêem.

Estas fotografias foram tiradas em Peniche. Noutros portos predominam os azuis e verdes.

Não sei quais os critérios - sei, no entanto, que a conservação das redes é algo de minucioso, trabalhoso e artístico.

E que é difícil um peixe não se sentir atraído por um mundo tão bonito, mesmo que armadilhado...

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

era bom...

As árvores, em Belém, convidam-nos a entrar na dança... ou no espreguiçamento.
A manhã está de sol, mas o pior é ter que ir trabalhar... fica o sonho!

sábado, 8 de dezembro de 2007

lanches de Natal


Gosto desta época, por muitas e variadas razões, mas também pela azáfama natural, entre compra de presentes, concertos, cinemas e visitas a amigos. Pode ser que seja uma grande correria, mas sabe bem.

Um dos momentos de que mais gosto são os "lanches de Natal", em que uma pessoa "abre o bar" e os amigos vão pingando e encontrando-se, seja por cinco minutos, seja por cinco horas.

Durante muitos anos pratiquei o culto, em minha casa. Agora chegou o momento de outros.
Obrigado, Sofia e Pedro.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

balada para cinco instrumentos - Georges Moustaki

Adoro esta música. A ver se a consigo em breve colocar aqui.

Pour faire pleurer Margot
Pour faire danser grand-mère
Pour faire chanter les mots
De ma chanson douce amère
Laisse glisser ton archet
Le long de la chanterelle
Donne-moi le la caché
Dans l'âme du violoncelle


Oh la flûte emmène-moi
Sur les rivages de Grèce
Là-bas elle était en bois
Et son chant plein d'allégresse
Oh la flûte pardonne-moi
Si je deviens nostalgique
Si je divague parfois
En écoutant ta musique


Posée contre ton épaule
Ton amie la contrebasse
Joue discrètement son rôle
Discrètement efficace
Je ne sais qui soutient l'autre
De l'homme et de l'instrument
Unis comme deux apôtres
Ou peut-être deux amants


Et sur les rythmes du coeur
Les tambourins les crotales
Font revivre les couleurs
De mon Afrique natale
Réveille-moi aux accents
Des pays que je visite
De ma vie qui va dansant
De ma vie qui va trop vite


Et je voudrais rendre aussi
Un hommage à ma guitare
Mon inséparable outil
Qui partage mon histoire
Qui m'aide à trouver les mots
De la chanson douce amère
Qui a fait pleurer Margot
Qui a célébré grand-père

terça-feira, 6 de novembro de 2007

as Portas do Sol




Uma pequena delícia, este jardim "com vista para o Tejo".
Percorrem-se ruelas e, de repente, surge o arvoredo, o parque, a lezíria aos nossos pés.



As Portas do Sol são portas para o infinito, tão longe quanto o horizonte, tão alto como o Céu.

Quando passarem por Santarém, capital do Gótico, não percam este lugar, tão bonito quanto calmo, tão rico como simples, ao qual um dia criador de Outono deu o sublime toque da magia.

Fotografias: MC

domingo, 4 de novembro de 2007

o doce sabor do descanso


Há muito tempo que não gozava quatro dias seguidos em paz absoluta, desligado do telemóvel e da net (os meus familiares, amigos e pacientes que me perdoem), das "últimas" dos telejornais ou do "caso Maddie".

Mas confesso estava precisado de me sentir senhor do Tempo (privilégio dos deuses), e caminhar pelos campos nestes gloriosos dias de Outono.

Livros, música, um vinho escolhido criteriosamente, e a companhia de quem se ama.

E como já faz frio, a lareira deu o aconchego e a energia necessária para voltar à realidade do dia-a-dia urbano.

Foi bom! As fotografias atestam-no...

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

um balcão perto do Céu


Entra-se numa vereda, que aponta "Balcões", o miradouro que pretendemos alcançar.
O caminho está forrado a plátanos e cedros, folhas castanhas e alaranjaradas que atapetam os nossos passos.

De repente o abismo - os abismos - de um e do outro lado. Falésias atapetadas com arbustos e folhas, que nos conduzem às escarpas do vulcão. E o nevoeiro sempre presente, abrindo de quando em quando um espaço azul entre as nuvens.

De súbito o vazio. Estamos num pináculo várias centenas de metros acima do vácuo. As pequenas povoações,os palheiros das vacas, as casas dos homens, tudo parece igual, da Penha d´Àguia ao Pico Ruivo. A esmagadora presença da Terra, relembrando-nos quem sonos e a nossa eterna pequenez.

Há um momento efémero em que entendemos que somos um átomo a mais que se animou. Uma peça a mais que ganhou corpo. Mas nunca redundante. Mas nunca dispensável ou descratável. Mas nunca sem sentido ou sem razão de vida.

No Miradouro dos Balcões respiramos a Terra e os seus elementos. Sentimo-nos minúsculos, mas ao mesmo tempo grandes.
Porque somos parte da Natureza que pode ser - e é -, tão magnífica, esmagadora e encantadora.

"Um lugarzinho perto de Deus"...


Fotografias: MC (Outubro 2007)

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

chilreada

Não há melhor do que acordar ao som da chilreada dos pássaros que fizeram lar nas árvores da Praça Pasteur.

Lembro-me de, quando estava de "banco", o som da passarada em Santa Maria, às seis da manhã, nos dias quentes de Verão, depois das terríveis noites sem dormir e a atender casos que, àquela hora, eram sempre graves, me provocava náuseas, quase piores do que os primeiros surtos de luz ou o café com leite a saber a sabão do Toxinas-Bar.



A sensação agora é outra. De sinfonia e de companhia. E de graça.
Ao entardecer também lá estão, aos magotes, escolhendo criteriosamente algumas árvores, mas enchendo-as completamente. E chilreiam, chilreiam, chilream. Cantam, cantam, cantam.

Mais tarde, pelas duas ou três, virão os rouxinóis fazer o seu solo.

Tenho muita sorte!