
Foi revolucionária, antifascista, membro da ala mais radical das Brigadas Revolucionárias.
A dada altura, depois de passar pela prisão por indiciada em envolvimento no caso das FP25 (terroristas que cometeram crimes de sangue programados e executados a frio), foi absolvida, recuperou a liberdade e passou a exercer endocrinologia no Hospital de Santa Maria.

Resolveu escrever livros. Dedicados principalmente à nutrição e à obesidade, tendo desenvolvido a teoria de que as Barbies, enquanto mulheres fisicamente "impossíveis" (são bonecas, senhora doutora, apenas bonecas...) eram as causadoras de inúmeros casos de anorexia nervosa (o que é capaz de ser um erro científico crasso).

Mas o que é verdadeiramente "revolucionário e de esquerda" nos seus livros, é a forma como Isabel do Carmo assina: Vejam bem:
Profª Isabel do Carmo. Já conheciam Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner, Miguel Sousa Tavares ou Miguel Cervantes. Unamuno ou Pearl Buck. Gabriel Garcia Marquéz ou António Lobo Antunes. Mas Profª?
Pensava que só os generais e os padres podiam colocar os seus títulos antes do nome, nos livros. Se assim é, abre-se a excepção à Srª Profª. É caso para dizer: se a má alimentação engorda, o ridículo pode matar.
Ai tão revolucionários que nós somos, ou recuperando uma velha frase salarazenga: "você sabe com quem está a falar?"... com uma Profª, claro. Portanto, juizinho!