quinta-feira, 29 de novembro de 2007

comparações contradições


A comparação entre estes dois moínhos, choca-me. Ñão digo que os eólicos geradores de electricidade não sejam necessários, pese embora um amigo meu, que trabalha no ramo e que sabe muito do assunto, me ter confidenciado que nunca chegarão para a cova de um dente, em termos de necessidades nacionais e de eficiência.

Mas passando sobre isso, faz-me impressão, ao viajar por exemplo na A8, a substituição na paisagem de moínhos antigos, eólicos geradores de grão, para os geradores de electricidade. São passarões feios, agressivos, sem nada de romântico (alguém se imagina a fazer amor lá em cima?), e que ocupam o espaço rural como símbolo da "evolução tecnológica". Os outros, os que o grande Vitorino Nemésio apadrinhava através da sua Associação pela Defesa dos Moínhos, são generosos, bonitos, acolhedores. Como na canção, "seus beijos sabem a pão, não tenho de comer mais nada".

O que virá a seguir? Se puderem visitem o complexo de moínhos da Pinhoa, perto da Lourinhã. Ou quaisquer outros. Nem que seja os do Alto da Ajuda, que estão agora a ser recuperados. Antes que o grande pássaro das três asas, com cabine de viajantes do espaço, tome conta da nossa paisagem... e da memória colectiva...

8 comentários:

Anónimo disse...

..."São passarões feios, agressivos, sem nada de romântico (alguém se imagina a fazer amor lá em cima?)"...

Imagino eu !

E até te digo que deve ser bem excitointeressante meu mui caro amigo.

Anónimo disse...

Claro que o anónimo só podia ser eu... Mas não foi intencional e aqui estou a dar a cara.

Anónimo disse...

Há qualquer coisa de errado com estes comentários: Não assume a identidade de quem afixa.

Mas aqui fica:
MANUEL TEIXEIRA

Mário disse...

Manel
Claro que tu adorarias ver realizadas as mais incríveis fantasias. Mas um moínho antigo, a cheirar a farinha e com o doce marulhar das velas como pano de fundo é bem mais poético...
Já sem falar na moleira!!!

manuel teixeira disse...

Meu mui caro amigo

Só me manifestei porque 'uma não invalida a outra'. São duas faces da mesma moeda.

E tu, já imaginaste fazer amor lá em cima, de pé, de olhos bem abertos e ambos olhando pela janela aquela belíssima vista lá do alto, ela a cheirar a ANGEL (Thierry Mugler),ou a GIEFFEFFE (Gianfranco Ferre) ou a AMBER (Prada) ou a CHANEL Nº22 (raríssimo mas
chiquérrimo...) ?!

Já sem falar no visual delas, nas roupas, nos sapatos, na langerie, tudo conforme ela use uma destas belíssimas essências !

Pois é meu mui caro amigo, nem só do rustico/rural vive o homem.

Mas já agora conta aí: que tal é a moleira... ?!

miguel disse...

Quanto aos moinhos antigos e o seu potencial erótico ( sem cheiro a farinha), aqui vai uma confissão : eu já experimentei o potencial erótico a que te referes , num velho moinho, sim, mas recuperado, isto é, pronto a ser habitado, com cozinha, casa de banho, lareira ( que a noite estava fria) e uma cama com um colchão destes modernos, tipo ortopédico.Foi há uns anos e as acessibilidades do respectivo moinho - que ainda existe - eram piores que más. Chovia muito e atolei o carro num descampado junto à edificação, além de ter acordado a escassa vizinhaça com apitadelas estridentes, porque era noite e estava escuro como breu e eu pensei que tinha estacionado num pântano.Mas foi giro e original.
Tudo isto, ainda por cima, perto do Baleal.
De realçar que o erotismo praticado não foi um erotismo solitário: tive companhia , claro...para que não haja confusões.

Mário disse...

Concordo com o Miguel: romantismo temperado com conforto. Dificuldades no acesso para obter os momentos de prazer.
Lá as fantasias do Manel, no alto do passarão, com lingeries escabrosas estilo canal 18, ultrapassa a minha imaginação, seja lá que perfume esteja em causa...

Anónimo disse...

E que tal é a moleira, pá ?
Será que nunca iremos saber ?!

Manuel Teixeira