sábado, 18 de abril de 2009

Porque não?


A sesta - Almada Negreiros

A sesta pode vir a ser declarada obrigatória para quem trabalhe por turnos na Dinamarca como forma de motivar os trabalhadores. A medida já existe em 1800 empresas e vai agora ser aplicada por lei numa das províncias do país.

TSF on line



E porque não? A sesta é essencial para muitas pessoas poderem funcionar, e não apenas as crianças. Dormir serve, entre outras coisas, para arrumar informação e gerar memória e conhecimento.

Enquanto há alguns que têm um gigantesco buffer e conseguem "metabolizar" tudo em poucas horas (ex: Marcelo Rebelo de Sousa), ou outros há que vão dormindo, de vez em quando, 5 minutos de cada vez (Mário Soares, por exemplo), muitos (simples mortais) precisávamos de fazer um break de vez em quando.

A sesta corresponde a um estilo de vida saudável. Espero que a proposta vingue - e é possível que sim, dado que os deputados do Parlamento Europeu e da AR as fazem, regularmente, e no próprio plenário...

10 comentários:

Mário disse...

Não escrevi que adoro este quadro do Almada. Tal como a escultura de Viggeland, na Entrada abaixo, acho-a extremamente sensual.

Anónimo disse...

A escultura é linda....Moore tb tem várias "reclined woman" que me encantam pela pose, graciosidade das figuras e a sensação de tranquilidade que nos trazem.

Quanto à sesta, várias das minhas irmãs me gozavam em nova e já depois de casada porque eu adorava as sestas e achava quase um "must" dormir aos fins de semana depois de um bom almoço ou durante a semana quando as aulas e os tres filhos o permitiam. Nunca me importei de levantar cedo por causa dos filhos ou das aulas, mas dormir sestas - nem que fosse às 11 da manhã, quando as aulas eram das 13.30 às 18.30 - era uma necessiade para o meu equilíbrio psíquico.
Lembro-me que o nosso Pai, se sentava num cadeirão em casa, fechava os olhos e durante 15m ignorava todo o resto, o barulho, as vozes, os telefonemas. Nunca percebi como é que ele conseguia dormir no meio daquela barulheira.
Penso que medidas no sentido dos trabalhadores poderem descansar - médicos de banco, enfermeiros e mesmo profs no meio das aulas, serão de louvar.

Mesmo agora que estou aposentada, gosto de me deitar com luz do dia - as persianas meio cerradas e disfrutar do silêncio da casa....é bom.

Bjo

Virgínia

joaopedrosantos disse...

Esta semana dormir duas, na quinta e sexta. Eu tenho algumas reservas a dormir a sesta porque tenho algumas dúvidas quanto à mesma. 1) Quanto tempo? 2) Quando? 3)O que se pode fazer depois de dormir? 4) Como nos devemos sentir?
Tenho estas questões todas porque às vezes sinto muito sono, mas tenho medo de não dormir à noite e algumas vezes fico muito sonolento quando acordo. Não me consigo mexer, quase.
Já li que se deve dormir cerca de 20 minutos, mas muitas vezes esse é o tempo que levo a adormecer e se me levantar, normalmente, estou bastante sonolento.
Ainda não desbloqueei o "segredo" das sestas. Para mim, a maior parte delas não são "reparadoras".

Anónimo disse...

João Pedro,

Li esta semana em casa do Mário um livro que lhe deve interessar: O Livro do Sono ( penso que é assim) da Dra Teresa Paiva, que por acaso foi minha colega no liceu. Foca muitos aspectos das sestas e sobre o sono em geral, mas tb salienta que cada pessoa é diferente e que não há uma receita igual para todos.

Virgínia

joaopedrosantos disse...

Obrigado, Virgínia.
Vou procurar, quando passar por uma livraria. Já não é a primeira pessoa a aconselhar-me esse livro.

O problema é mesmo esse. Todos são diferentes. Agora arranjar o meu "tuning" é que é complicado.

Milene disse...

Penso que o meu metabolismo e a sesta não têm qualquer empatia um com o outro. Várias vezes, quando o cansaço vencia todas as minhas energias, tentei fazê-la mas o resultado é sempre devastador: acordo numa agonia e mal estar que não compensam a ausência do mesmo. Como em tudo na Vida, o que é bom para alguns, é definitivamente mau para outros.
Quanto ao quadro, para além de belo é revelador, e sobretudo transmite-nos aquilo que muitos não entendem: é às vezes no Nada, no simplesmente estar na ausência de tudo e saboreando apenas "Aquele" momento que nos faz sentir que "Tudo" vale a pena.

Anónimo disse...

Pois eu adoro dormir sestas e se for com as minhas filhas melhor!Ao fds quando posso durmo sempre um bocado para recuperar energias e sem duvida que a mim me faz muita diferença.
Lembro me que quando estudava acordava cesdo para estudar e fazia sestas de 10, 15 minutos entre o estudo e sentia-me como nova. Eu sou totalmente a favor das sestas e que sejam implantadas.

Joana(Mãe da Carminho e da Caetana)

joaopedrosantos disse...

Eu sei que o Blog não é propriamente um programa de "discos pedidos", mas gostaria bastante que dissesse algo sobre o que aconteceu em Columbine.
Ontem julgo terem sido os 13(?) anos do massacre.
Vi um documentário sobre isso e gostaria de saber a sua opinião sobre o assunto.
Compreendo que não queira falar, mas gostaria que o fizesse.

joaopedrosantos disse...

Onde está:
"Compreendo que não queira falar, (...)"
Era suposto estar:
"Compreendo se não quiser falar,(...)"

Anónimo disse...

João Pedro,

Acho que foram dez anos passados sobre o massacre de Columbine. Vi filmes sobre o tema e fui professora de adolescentes toda a vida. Penso que estes são casos isolados de raiva contra o sistema, contra as pessoas, contra o país, os pais e tudo em geral. Há adolescentes que se sentem extremamente furstrados na escola, que podem ter sido objecto de bullying na primária ou de abuso dos familiares ( não sabemos), indadaptados no meio escolar, odeiam os colegas, querem afirmar-se perante uma sociedade que só oferece garantias de sucesso aos bons e ganhadores. A escola americana é muito elitista e dá primiazia a quem se notabiliza nos desportos ou na ciência, havendo pouca atenção aos que são banais ou mediocres.
Estes rapazes resolveram vingar-se da escola e dos colegas e dado que não tinham sequer nenhuma auto-estima por si próprios, perpetrar esta mortandade horrenda para pelo menos num dia - naquele dia - sentirem que tinha vencido, feito alguma coisa que os outros iriam recordar para sempre. Conseguiram.

Virgínia