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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

saíram há 100 anos...



Há cem anos, precisamente, os Estados Unidos abandonavam Cuba, ocupada depois da Guerra Hispano-Americana, ficando apenas com a Base Naval de Guantanamo. Ficaram lá através das influências políticas e económicas, como foi o caso do tempo da ditadura de Fulgencio Baptista.

Cem anos depois, Guantanamo vai ser libertada. Só falta acabar o embargo e libertar Cuba.

Homenageio aqui todos os que cairam pela liberdade, num e no outro lado, e os inocentes que foram presos apenas por razões contextuais... ou por vezes nem isso.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

22 de dezembro - tanta coisa...

Há 150 anos nascia Puccini. O que seria de nós sem ele, sem o seu lirismo e as suas óperas? Não me atrevo a arriscar...


Há 40 anos, Caetano Veloso e Gilberto Gil eram presos por "actividades subversivas" - apenas cantavam a Liberdade. É bom que nos recordemos, porque muitos de nós somos "desse tempo".

Há vinte anos era assassinado Chico Mendes, activista da Amazónia a favos dos Sem-Terra e contra a destruição do "pulmão do mundo" pelos madeireiros. Também é bom recordá-lo.

Lula da Silva é o Presidente (re)eleito do Brasil - a Liberdade e a Democracia conquistam-se e mantêm-se, mesmo com as suas dificuldades e fragilidades, mas com a beleza e o sentimento das Óperas de Puccini.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

efeméride estilo "Jornal da Dois"

Há exactamente cem anos nascia, em Inglaterra, um actor chamado Edward Underdown. Podia ser underpants ou underdog. Pior. Era underdown. Quase como um untermenschen dos tempos nazis.

Se foi um grande actor? Apareceu fugazmente em alguns filmes de sucesso, sobretudo quando a camera pendia, e esteve em palco em Londres, porque conseguia esconder-se debaixo do ponto.

Assim nasceu, assim morreu. Só precisava era de um escadote para chegar ao chão... mas como acabou debaixo da terra, como toda a gente, não lhe fez diferença nenhuma.

quem imaginaria que fosse possível?

Foi a 3 de Dezembro de 1967 que Christiaan Barnard, uma versão real do Dr. Kildare, que fazia mais furor entre as mulheres do que Cristiano Ronaldo ou Santana Lopes, realizou a primeira transplantação de coração humano.

O doente não resistiu às infecções causadas pela imunossupressão, mas já o segundo paciente durou um ano e meio após a intervenção, muito mais do que teria de vida.

Actualmente, com os novos fármacos, a transplantação de coração (tecnicamente fácil mas complicada pela carência de dadores e pelo pós-operatório) tem sido a solução para milhares de pessoas.

Em Portugal, foi Queiróz e Melo quem, em 1986, no Hospital de Santa Cruz, fez a primeira transplantação. A paciente chamava-se Eva Pinto e tinha uma esperança de vida de seis meses - viveu ainda mais nove anos, sempre bem disposta e vendendo almofadas em forma de coração, em lojas e mercados.

Por se chamar Eva, sempre se considerou predestinada a ser pioneira em algo, e logo que se recompôs foi agradecer pessoalmente à família do dador, vítima de um acidente de viação.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

dois finais a 20 de Outubro

1935

Mao-Zedong terminava a Grande Marcha
Iniciada 368 dias antes, para escapar das tropas nacionalistas de Chiank-Kai-Shek, a Grande Marcha terminou junto à Muralha da China, com 4.000 dos iniciais 100.000 homens e mulheres que a formaram. Foram percorridos perto de dez mil quilómetros, duas vezes a distância entre Nova Iorque e São Francisco, ou mais do que de Lisboa à Nova Zelândia pelo centro da Terra.

Sujeitos a bombardeamentos, fome, disciplina interna e cansaço, os sobreviventes foram acolhidos por cinco metralhadoras e cavaleiros com bandeiras vermelhas: "Bem vindo, Presidente Mao. Estávamos à sua espera ansiosamente. Está em Shensi. Estamos à sua disposição". O resto é sabido...


1965

A Volvo terminava a produção de um dos seus mais famosos emblemas - o PV 544.



O automóvel que permitiu a universalização da Volvo, com uma excelente relação preço/qualidade - simultaneamente carro de rallies e carro de cidade -, chegava ao fim. Coube ao engenheiro de testes Nils Wickstrom, na presença dos fundadores da Volvo, conduzir os últimos exemplares para fora da fábrica, em Lund, na Suécia.

O Volvo PV 544 terminava a sua Longa Marcha, que o levou aos cinco continentes e bateu, na altura, recordes de fabrico. Ao contrário de Mao, chegou ao último dia com bastante mais efectivos do que tinha começado - venderam-se 440.000 nos seus oito anos de produção. Ainda me recordo de ter andado num...

Moral da História: Mao Zedong, num Volvo PV 544, a 120 km/h (a velocidade máxima a que rodava) teria feito o seu percurso em cerca de 83 horas...

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

a verdade da mentira

Olá. Desapareci em 1578, num dia 4 de Agosto, fazia uma caloraça em Alcácer, mas a piscina da pousada estava à sombra.

Não me procuraram com cães pisteiros nem provaram que algum mouro me tivesse raptado - apesar de jovenzinho, os infiéis preferiam os ainda mais novinhos. Também não se provou que, apesar de abandonado numa guerra, me tivessse acontecido um acidente e os meus pais ocultassem o meu cadáver.

Assim, tenciono voltar, num qualquer dia de nevoeiro, quanto mais não seja porque a História de um país não pode ter flops como eu, ou o descrédito toma conta da estrutura psicológica do povo. Só se admitem as Brites de Aljubarrota, reis que peguem em espadas de 500 kg, e gestas épicas e heróicas. Mas eu vou voltar... pelo menos logo que os candidatos a Dom Sebastião sumam da política portuguesa...


Pintura de Cristóvão de Moraes

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

lembram-se delas?

Têm em comum o facto de serem mulheres de sucesso. No dia 1 de Agosto de 1979, uma foi nomeada primeiro-ministro de Portugal. A primeira mulher (e única até agora) a ocupar o cargo em Portugal.
A outra nasceu neste dia, em 1952.

Ambas marcaram os anos oitenta: Maria de Lourdes Pintasilgo e Bruna Lombardi. Lembram-se delas?

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Marguerite Cleenewerck de Crayencour

Crayencour = Yourcenar

Faz hoje vinte anos que morreu a primeira mulher eleita para a Academia Francesa.
Quem leu as "Memórias de Adriano" pôde sentir como um livro se entranha por nós, fazendo-nos protagonistas do seu enredo, mas também viajantes na História e curiosos do Tempo.

Quando a Bélgica se partir ao meio, qual das partes irá reclamar a sua memória? Cleenewerck ou Clayencourt? Adriano ou Sarkózy? "Esforcemo-nos por entrar na morte com os olhos abertos" - escreveu. A Humanidade, espero.