
O Papa voltou, esta sexta-feira, a condenar todos os métodos contraceptivos. Bento XVI diz que os casais que os usam estão a «negar a verdade do amor conjugal».
Só faltou ao Papa dizer que se oferece para pagar infantários, dar licenças de parentalidade por três anos com ordenado completo, educação gratuita, vacinas de borla, casas maiores, monovolumes por um euro, livros e material escolar, serviços de babysitting (mas não por cardeais, dado que o próprio Papa diz haver pedofilia dentro da Igreja), etc, etc.
1ª pergunta: o Papa achará que os pais não gostam de crianças, e que se pudesesm não teriam mais? Não achará que a baixa de natalidade é um sinal de uma enorme responsabilidade e de amor profundo pelas crianças?
2ª pergunta: o Papa achará que as pessoas não se devem realizar em outras áreas do que exclusivamente ter filhos (será uma auto-crítica dele, já que não tem nenhum, que eu saiba?)
3ª pergunta: está o Papa disposto a oferecer os tesouros e riquezas incalculáveis do Vaticano e a prescindir do fausto eclesiástico para subvencionar as medidas atrás mencionadas?
4ª pergunta: o Papa sabe em que século vivemos?
Estas perguntas, dirigidas a Bento XVI serão, seguramente, respondidas por um qualquer João Paulo XXXVIII ou um Papa Nestlé XIV, ou qualquer coisa assim...
PS. se os países europeus católicos - Itália, Espanha e Portugal - são os que têm menor taxa de natalidade de toda a Europa, então significa uma de duas coisas: ou os casais não fazem amor, ou então estão-se nas tintas para o que o Papa diz...


