quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Anne... e outras coisas.

No dia 3 de Setembro do ano de 36 AC, na batalha de Naulochus, Marcus Vipsanius Agrippa, almirante de Octávio, derrotou Sextus Pompeius, filho de Pompeu.


Este é o tipo de informação que provavelmente não interessa nem ao Menino Jesus, que na altura nem nascido era, e talvez muito mais importante é saber que os mamelucos venceram em 1260 os mongóis, na Batalha de Ain Jalut...

Falando sério, o que quero é relembrar que foi neste dia, em 1944, que Anne Frank foi deportada para Auschwitz.

Reli há pouco tempo o Diário. Durante muitos anos achei que seria "delicodoce". Estimulado pelo "poema anti-Anne Frank", de António Gedeão (para mim, o seu calcanhar de Aquiles), resolvi lê-lo, mas senti verdadeiramente um calafrio quando visitei a casa dela, em Amsterdam. Recomendam-se ambas - a leitura e a visita - porque é um símbolo do Mal nazi e da selvajaria humana, que nunca são demais relembrar.

Também a 3 de Setembro, mas cinco anos antes, Inglaterra, França, Nova Zelândia e Austrália declaravam guerra à Alemanha, formando o bloco que, a partir daí, teve o nome de Aliados. Neste mesmo dia, em 1942, era utilizado o Zyclon B pela primeira vez, num campo de concentração, para a "solução final" de Hitler.

e em 1945 o Japão assinava oficialmente a rendição.

Tanta coisa num dia inicial de um mês tão bonito. Será que vai ser sempre assim?

3 comentários:

sofia wahnon disse...

Sempre adorei a Anne Frank e quando estive em Amesterdão uma das primeiras visitas que fiz foi justamente à sua casa-museu. Apesar da multidão de turistas e outros interessados que aí se encontravam, foi impossível não deixar de sentir calafrios.
Porém, quando era miúda, creio que o que mais me fascinava sempre que ouvia a história de Anne Frank era o facto de esta menina ter mantido um diário – Kitty – o seu melhor amigo, a quem, durante meses a fio enquanto viveu no Anexo Secreto, contava com ternura e com uma clareza impressionante o que sentia, sabia ou imaginava sobre a vida de então. Motivada por este facto, eu, a minha irmã e as minhas primas, tivemos também diários-amigos, a maioria dos quais oferecidos pelos nossos pais pela altura dos anos, tal como no caso da menina franzina. Mas o diário de AF é hoje um dos livros mais lidos em todo o mundo e traduzido em mais de 50 línguas. Apesar disto, o final da sua história é como sabemos infeliz e foi logo na Primavera de 1945, no campo de concentração de Bergen-Belsen, sem os seus pais, sem a sua irmã e sem o seu Kitty, que Anne Frank morreu, sozinha, aos 15 anos de idade.

Sofia,Pedro e Joana disse...

Boa noite,
Quer o livro, quer a visita ao sotão de Anne Frank são marcáveis, emotivos, esmagadores. Uma visita, uma leitura, mais uma visita, mais outra leitura, nunca são demais...

Virginia disse...

AF tornou-se para mim um simbolo nao so decoragemcomo de amor a vida, a natureza, aos seres humanos. Dei muitas aulas com textos dela eaté comprei uma cassette da BBC em que Claire Bloom , a actriz de Luzes da Ribalta, le o diário todo.Punha a tocar nas aulas e os alunos ficavam arrepiados. Tambem usei o outro Diario de Zlata, que depois se provou nao ter sido escrito pela miuda, mas editado para comercio...:)))

Estive na Casa em 1964, comos Pais e em 1965,como meu -ex em viageminterrail. Nunca lá mais voltei.


Virginia