terça-feira, 10 de agosto de 2010

o Vasa



Vi-o em 1975, decrépito, com limos e algas, e cheiro a mar, no estaleiro onde foi estudado e reconstruído. Vi-o em 2009, outra vez, integrado num museu de grande categoria.

Refiro-me ao Vasa, um navio de guerra sueco, acabado de construir em 1628, e que pela ganância e pressão dos políticos acabou por se fazer ao mar antes de tempo, com erros de última hora e falta de balastro, que o fizeram afundar perante a multidão que o ovacionava, a 10 de Agosto de 1628.

Em 1950 foi localizado e trazido para o Wasavarvet (onde o vi pela primeira vez) em 1961. Em 1987 considerou-se recuperado, num trabalho exímio de centenas de técnicos e voluntários, e no ano passado teve mais de 25 milhões de visitantes (entre os quais este vosso humilde escriba).

Quando trazido para a superfície, foram encontrados 15 esqueletos, além de um conjunto de utensílios, canhões, velas, artefactos e muitas outras memórias.

Se forem a Estocolmo, não percam. Perfeito, como os suecos sabem fazer.

5 comentários:

Filipe Snr disse...

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O mesmo não sucedeu com a Fragata 'D.Fernando e Glória' que, tendo sido total e fabulosamente reconstruída para a Expo98, logo depois caiu no esquecimento e deixou de ser atração quer turística quer nacional.

Só que uma das naves é Sueca e a outra Portuguesa... Penso ser excusado dizer algo mais...

Mário disse...

Mais: a Fragata começou a deteriorar-se porque a recuepração falhou aspectos estruturais, designadamente o tratamento adequado dos madeiramentos.

Esava linda, na Expo, e é uma pena que os nossos filhos e netos não venham a ter a oportunidade de a ver. Ainda me lembro quando ardeu, no início dos anos 60, em frente aos nossos olhos, em Belém.

Anónimo disse...

O meu pai, na altura com 14 anos, estava na fragata quando esta ardeu em 1963, tendo-se atirado ao rio para fugir das chamas.

Em 1940 a fragata cessou o seu uso pela Marinha Portuguesa, sendo transformada em Obra Social da Fragata D. fernando, uma instituição social que se destinava a albergar e a dar instrução e treino de marinharia a rapazes oriundos de famílias pobres.

Foi com emoção que o meu pai a reencontrou restaurada na expo.

Pedro Cordeiro disse...

Julgo que a D. Fernando II e Glória estará algures no arsenal do Alfeite, a apodrecer... lástima! Aproveito para lembrar outro navio admirável, o Cutty Sark, que também ardeu, há 3 anos. Felizmente a maioria das madeiras fora retirada para restauro. E parece que já está em curso a reparação dos danos. Bjs a todos!

Virginia disse...

Escrevo-te este com. para dizer que o teu Sr. Eduardo ( Martins?), vendedor na Praçamde Londres foi hoje entrevistado para o telejornal da SIC. Tem 71 anos e aguenta 40º a vender gelados!!!

Vi o Vasa, penso eu, em 1965.