sábado, 7 de fevereiro de 2009

privado ou público?


A já famosa frase de Augusto Santos Silva tem sido motivo para primeiras páginas, comentários, e comentários de comentários, e até sujeito a interpretações definitivas que não se podem sequer escalpelizar em dois minutos: para mim, por exemplo, ele referia-se à chamada "esquerda caviar" e ao facto de esta "malhar" no PS e fazer dele o objectivo principal. Mas nem é sequer a isso que me quero referir.

A frase foi dita numa reunião partidária à porta fechada, segundo o que consta, sem a presença de jornalistas. Podia ser dita em casa, à mulher, ou num jantar de amigos. A questão, para mim, não é o eventual mau gosto da frase. Mas o considerar que, numa reunião privada, o que deve ser tornado público é, tão só, o que for o comunicado final ou a parte que seja aberta à comunicação social. Se alguém revelou o que tinha sido dito em privado (onde se usam linguagens bem mais "caceteiras e básicas" do que em público), esse alguém esteve errado. Quem foi?
A menos que eu esteja errado e que aquilo fosse um comício aberto...

Andar a ouvir "bocas" ou frases tirada de um contexto de diálogo ou emocional, é grave. Quando foram ditas num contexto privado, pior.
Não tapemos, pois, esta falta de ética jornalística com a infelicidade e mau gosto da frase de alguém.

o Quarto Poder anda a fazer muita porcaria, ultimamente... Já estou como o Prof. Cavaco (quem diria?!): não andará muita gente a desviar a atenção dos reais problemas do país?

7 comentários:

Virginia disse...

Não consigo solidarizar-me com o dito cujo...é o ser mais abjecto que o PS tem a representá-lo. Já p detestava como ministro da Educação do Guterres, é sinistro, arrogante, fascista....

Se disse essas frases- e disse-as pois tb as ouvi no Eixo do Mal a serem comentadas, ninguém as deveria repetir, nem para o achincalhar, porque essa indivídul tem tempo de antena a mais e o que eu quero é v~e-lo a milhas do meu ecran.

Ele e outros quejandos....

Virginia disse...

Corrijo as gralhas ( de fúria) : esse indivíduo

Pedro Cordeiro disse...

Como não sou dado a corporativismos, concordo: o Quarto Poder faz muita porcaria. Não neste caso, porém. A reunião em que o ministro interveio era um debate entre as três moções globais ao congresso do PS, aberta à imprensa.

disse...

Malhar na oposição pode até ser engraçado, mas mudar estas mentes é como malhar em ferro frio e, portanto, inútil!
Esta não é a primeira proeza deste sr... Quem não se lembra do protesto de professores em Chavez em que Silva, irritado e, a meu ver, descontextualizado, afirmou que a liberdade em portugal se devia a personalidades como Almeida Santos e Mário Soares e nunca a Álvaro Cunhal. O quê?! A que propósito disse isto? Atenção: não visto aqui nenhuma cor política, mas é preciso ter muita lata... Sem tirar mérito a Almeida Santos...

disse...

Correcção: "Portugal" e não "portugal"

Se bem que por vezes tenho dúvidas...

Mário disse...

Zé.
Professores em Chavez?
Olhe que a Virgínia foi professora... em Chaves. Se calhar um menino chamado Hugo foi aluno dela.

Quanto à liberdade, retiraria Almeida Santos, acrescentava Salgado Zenha mas não incluía Cunhal.
E poria tantos outros, menos mediáticos mas tão influentes, desde o Bispo do Porto a Zeca Afonso, de Catanho de Menezes a Sá Carneiro, de Dias Coelho ("A morte saíu à rua...) a Ribeiro Santos, Emídio Guerreiro, Manuel Alegre... nunca mais acaba a lista.

Santos Silva será um nome estilo Dupont e Dupond.

zé disse...

Peço desculpa pelo erro. Chaves, obviamente! Se teve um Huguinho na turma, devia ser cá somítico...
O "Z" está mesmo ao lado do "S" e para lá fugiu o dedo...
Francisco Fanhais, Luís Cília, Adriano Correia de Oliveira... É verdade: nunca mais acaba a lista!