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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

amai-vos e divorciai-vos... o Estado agradece

Segundo a proposta socialista, os montantes gastos em pensões de alimentos deixam de ser abatidos, pela totalidade, ao rendimento liquido total. Assim, "desaparece" do código do IRS o actual artigo 56º e os montantes dos rendimentos sujeitos à taxa de imposto são maiores, o que, em princípio, resultará em maior imposto a pagar.
DN on-line


Depois da aprovação da Lei do Divórcio, que vem estabelecer alguma justiça quando da separação, e reparar algumas iniquidades, eis que o grupo parlamentar do PS prepara-se para deixar de deduzir, no IRS, a totalidade do montante das pensões de alimentos.

Ou seja: uma pessoa tem de pagar a outro para ele ou ela ficarem com o dinheiro que o primeiro ganhou. E este ainda terá de pagar impostos por essa quantia... da qual não usufruíu.

Se já há muitos que, pura e simplesmente, não pagam o que devem, mais haverá. Sim senhor. Bela justiça. Já sem falar naqueles ou naquelas que recebem pensões de alimentos porque não trabalham e não trabalham porque recebem as ditas, sem que a Justiça defina um período de tempo para arranjarem trabalho ou os obrigue a tal, quando a maioria tem bons bracinhos e perninhas para o fazer. Mas, de facto, viver por conta é muito melhor... em Português há outro nome, mas não me ocorre...

domingo, 19 de outubro de 2008

não consigo descortinar...

Curiosamente nasceu um dia antes de mim. Admirei-o e admiro-o. Corajoso, lutador, sem medo.

Lutou contra a ETA, e muito do que representam vitórias sobre este movimento terrorista devem-se a ele. Fez (e bem) a vida negra a Pinochet, mostrando que, lá por se ser velhinho, não se fica santo quando se doi um ditador sanguinolento e assassino.

Mas agora, o Juíz Baltazar Garzón exagerou. Ir "recuperar" a Guerra Civil de Espanha, assacar culpas a franquistas (quando sabemos que houve, dos dois lados, massacres e ignomínias), analisar os restos mortais de Llorca é, para lá de inútil, abrir uma caixa de Pandora.

As feridas da Guerra de Espanha conseguiram sarar, num prazo curto de tempo. Os espanhóis vivem em democracia e têm outras ameaças. Ir ressuscitar ódios e chagas, é não deixar os lutos em paz, sem que disso resulte qualquer benefício, Um espanhol com 18 anos, no último ano da Guerra, terá agora 90 anos.

Não consigo descortinar qualquer motivo, a não ser ânsia de protagonismo de Garzón. Espero que não. Que esteja enganado. Eu...

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Dia Mundial da Justiça Internacional

É hoje.

Tantos que deveriam estar atrás das grades. Assassinos mandantes, assassinos reais, genocidas, dizimadores de povos, comandantes de guerrilhas tribais, pequenos hitlers, grandes hitlers, mugabes e afins, corruptos e cleptocratas, espezinhadores dos Direitos Humanos, assassinos de Tienamen, assassinos do Czar e da família (faz hoje 90 anos), tantos, tantos, tantos.

As vítimas podem estar reduzidas a pó, mas a alma delas avança, conjuntamente com a parte boa da Humanidade, hora a hora, dia a dia, até todos os lobos maus acabarem cozidos no caldeirão do porquinho mais velho!

sábado, 10 de maio de 2008

será que Vale tudo?

Há qualquer coisa que me inquieta, no processo de Vale e Azevedo.

Não estou por dentro dos vários processos, nem como benfiquista me suscitou especial simpatia. Mas há algo que me incomoda, como espectador apenas mediático deste "circo", neste processo. Condenado, esteve preso, foi solto o tempo suficiente para ser preso novamente (cerca de dez segundos, para ficar livre, se não não podia ser preso porque já estava preso - e foi vê-lo vestido, de mala, a sair e a re-entrar na prisão!), saíu, agora foi novamente condenado a uma pena nada leve: sete anos e meio.

Não discuto se a moldura penal é esta ou outra, mas o que me incomoda é o facto de todos estes alegadosd crimes terem sido efectuados antes de ser preso. Porquê este calvário, de julga-não julga, acumulando penas e mais penas?

Há algo de iníquo, comparando com o que se diz dos futebol, dos BCPs, dos interesses do lobby de betão, dos erros governamentais, etc, etc. Ou dos que retiram a vida a outrém, ou dos ´pobres adolescents que, com Gisberta, só faziam uma brincadeira de crianças.

Vale e Azevedo não velejará no seu iate Lucky Me, de um milhão de contos. É certo. E porventura é justo. Mas porque será que este caso me incomoda?