sábado, 27 de junho de 2009

As "outras" Medicinas e a (des) Ordem dos Médicos


Ainda a propósito do corporativismo, que tem vindo a ser debatido nos comentários a várias das Entradas anteriores, é paradigmático que as chamadas Medicinas Alternativas (começa logo por aí: deveriam chamar-se Medicinas Complementares), continuem sem regulamentação porque, para isso, é necessário o parecer (vinculativo) da Ordem dos Médicos, a menos interessada nelas.

Assim, como o Governo não pode regulamentar a actividade da osteopatia, acupunctura, medicina tradicional chinesa, raiki, homeopatia e tantas outras, lá se vão fazendo mas sem haver critérios de qualidade, podendo encontrar profissionais de primeira água ou, pelo contrario, charlatonice.

A Ordem dos Médicos é anquilosada, bafienta e pouco aberta a inovações, salvo guerras com a ANF e com os ministros da saúde. E até têm o desplante de mandar cartas de advogados quando um membro se esquece de pagar as quotas, que são elevadas e obrigatórias, mesmo que a Ordem em nada defenda - na minha opinião - os médicos.

5 comentários:

Anónimo disse...

É uma coisa que me admira muito, esta relutância dos médicos em admitir que há alternativas melhores, em certos casos, para alívio de doenças como a artrose, as hernias discais, a insónia, a depressão ou outras.
Ainda falam dos lobbies dos profs, coitados , que só defendem a sua reputação e algumas regalias que lhes foram dadas numa altura em que ganhavam uma miséria e andavam de terra em terra em direito a casa.
Aqui não se tiram regalias nenhumas, trata-se dos utentes, dos pacientes, daqueles que revelarão melhorias em virtude do uso de terapias diferentes.
Já experimentei um osteopata e o resultado foi do dia para a noite. Não mexia um braço e agora consigo fazer todos os movimentos normais. O meu filho que andava com problemas de estômago e pagou balurdios pelas consultas, endoscopia, etc. encontrou a cura num chá recomendado aqui pela massagista do Spazo Zen. O chá custa uma ninharia e ele está quase bom...
Não acredito em bruxarias, mas se alguém disser que só a aspirina é que cura, nego terminantemente que os quimicos sejam o melhor remédio.

Ainda pior é não podermos ter quaisquer descontos pela ADSE nesses tratamentos alternativos. É pagar, pagar e não descontar. Só em Portugal....

Virgínia

Anónimo disse...

sem casa, emendo.

Ana Paula Branco disse...

Nós temos no Esca o exemplo da Dr.ª Vanessa "Bruxa" Lopes, Osteopata. "Bruxa" não me parece, porque tem mais ar de "Fada", mas que faz "milagres", lá isso faz.
"Aquelas" mãos são "santas".

joaopedrosantos disse...

O que ainda não percebi é em que diluir 1 gota em 300 L de água de uma substância qualquer melhora a saúde a alguém...

Terão as "medicinas complementares" os benefícios anunciados? Sabemos o suficiente sobre as técnicas usadas? Podemos excluir a hipótese de melhoras fora do plano psicológico?

Creio que assim que se expliquem certas coisas na área, se poderia até aplicar nos próprios hospitais com consultas de medicina preventiva.

Por acaso, a única experiência que tenho é com a osteopatia, mas essa não me parece parecida com os restantes exemplos dados. De facto, aconselho. Caso se conheça um profissional que saiba o que faz, é óptimo.

Pintarriscos disse...

Admiro a sua coragem, demonstrada no post em referência. Não que não o tivesse já observado noutras ocasiões - também neste blogue - mas uma coisa é falar de governos, de oposições e de políticas... a outra é falar de uma ordem, ou melhor ORDEM, como a dos médicos. Também eu tenho uma ordem que domina a minha vida profissional, e à qual pago um balúrdio trimestralmente. Mas nada que se assemelhe à Ordem dos Médicos. Um lobby de proporções bíblicas que põe e dispõe a seu belo prazer, protege o que não devia ser protegido e encobre o que não deveria ser escondido. Basta estar atento às entrelinhas dos media para perceber isso. Parabén mais uma vez pelo dedo na ferida.

Paulo Galindro