quinta-feira, 25 de junho de 2009

música (muito) antiga

Foi descoberto o que é considerado o instrumento musical mais antigo, uma flauta talhada em osso de grifo, uma espécie de abutre, e que tem cerca de 35.000 anos.

A música está na essência da Humanidade.

Por falar nisso, no sábado passado houve um concerto de Jordi Savall no Mosteiro de Alcobaça. Infelizmente não pude ir, mas deve ter sido fantástico, o grande mestre da viola da gamba junto aos túmulos de Pedro e de Inês, no que é, para mim, o edifício religioso mais bonito de Portugal.

9 comentários:

Anónimo disse...

Estamos de acordo.
~Quando entrei naquele mosteiro, há muitos anos, senti os meus pés a sairem do chão e a elevarem-me, como se levitasse. A luz e o ambiente eram de tal modo diáfanos e irreais que me pareceu o céu - tal como eu o imaginava na altura.
A simplicidade da pedra, o despojo de estátuas, os vitrais claros, tudo isso contribui para que esse seja o meu mosteiro de eleição....

Flautas várias são tocadas na minha família, comos sabes. Essa não conhecia.

Virgínia

Miguel e Rita Clara disse...

Professor Mário,
Ainda bem que gosta do Jordi Savall!!!
A Monserratt Figueras é uma das minhas intépretes preferidas, acompanho há 21 anos o trabalho deles.
Há um Cd deles em família, com o filho e a filha!!!
Conheci-os através de 1 professor , José Pedro Caiado ( La Batagla) e fiquei "agarrada". Na Fnac do chiado existe muito material dos Hisperión XX e sempre a preços amenos (como não estão nos tops ...)
E já agora como é que pode gostar de Jordi Savall e do Sócrates?..
(ainda não me refiz desse seu post...)
Tenha um Bom Dia!!!
Rita T. Clara.

Mário disse...

Rita
Poderia dizer que Jordi Savall e José Sócrates têm as mesmas iniciais... mas não vou referir essas coincidências. Mas apra que fique claro: eu NÃO gosto do Sócrates, embora também não lhe tenha propriamente raiva. Considero que, como pessoa, tem alguns defeitos que me irritam, embora na altura em que trabalhei com ele, o que revelou foi determinação, vontade e uma coisa que agora é rara: consistência e coerência. Isto foi em 1997.
Como PM, que é o que me interessa (pois não pretendo ser amigo dele nem ir com ele a concertos do Jordi Savall...), não acredito que qualquer das outras hipóteses seja melhor. Pelo menos fora do PS.
Mas não confudamos as coisas... Jordi Savall é de outro mundo - tenho os Hispérions e tudo o que consegui dele, como os concertos para o jantar do rei, e o disco de Marin Marais.
Consegui muita coisa na Internet - e o Requiem de Mozart, na interpretação dele, é sublime, embora a música antiga seja uma preciosidade inigualável.
E quanto ao Mosteiro de Alvobaça, é bem revelador de quanto o singelo pode ser transcendente.

PS: vocês, que dominam os "sumiços", ainda não conseguiram um para o Sócrates?!?

joaopedrosantos disse...

Acho bastante interessante a escolha de ossos de abutre. Não só é uma das maiores aves, o que dará maior margem de erro no desenho e concepção da peça, como também se trata de um osso com características estruturais diferentes do de um peixe ou mamífero. Os ossos de aves são muito menos densos que os nossos, contendo muito ar e algumas "ligações" ósseas no interior, para dar dureza e estabilidade. Assim terá sido muito mais fácil perfurar e formar um tubo.

zé disse...

Vou contratar para a banda um tocador de uma destas flautas!
Já muitas vezes estive para ir a Alcobaça, mas o t€mpo escasseia na hora. Será desta, nestas férias. Já muito ouvi falar (maravilhas) do mosteiro, e assistir a um concerto num espaço assim deve ser fora de série. Bom, vamos lá arranjar t€mpo para a viagem, para a visita e para o concerto!

Mário disse...


Quem passa por Alcobaça
Não passa sem lá voltar.
Por mais que tente e que faça,
É lembrança que não passa.
Porque não pode passar.

Não se esquece facilmente
Dos seu mercados a graça.
E o seu mosteiro imponente
Recorda constantemente,
É lembrança que não passa.

Por mais que tente e que faça,
Ninguém se pode esquecer
Das margens do rio Baça,
Nem do Alcoa que passa
Por ser mais lindo de ver.

Sua lembrança não passa
Porque não pode passar.
Por mais que tente e que faça,
Quem passa por Alcobaça
Tem de por força voltar.


Autor: Silva Tavares

É só ir, porque não é apenas o Mosteiro, com a Abadia, a Claustros, a Cozinha e tanta outra coisa, mas também a povoação, que é linda. Cheia de esplanadas, boa comida e bom vinho!

€spero que consigas ir!!! E aproveita para namorar lá, rapaz, que te faz bem e o sítio convida!

Anónimo disse...

O Jordi Savall não conheço muito bem (vou tentar conhecer), mas no Mosteiro de Alcobaça passei tardes inteiras a brincar com os meus primos. No interior, quando ainda se podia entrar à socapa para quase todos as partes, e nas traseiras, para nós um sítio assustador, cheio de lápides e pedras tumulares. Lembro-me de um dia em que ficámos fechados dentro de uma das salas e outro em que fomos "postos a andar" porque tentávamos apanhar as moedas de escudo que havia numas fontes. Nem tínhamos noção da importância e beleza do local onde brincávamos.
Boas recordações.
Catarina

Anónimo disse...

O Jordi é do outro mundo....ouvi há dois anos um concerto dele aqui na CdM e adorei, mas já o conhecia dos discos - muitos - que tenho da Hysperion e piratas.
Um dos meus amigos escolheu música antiga para acompanhar todo o almoço de casamento na Pousada do Marão - houve pessoas que acharam uma seca - eu achei divinal.
O filme Tous les Matins du Monde - que vi no cinema Roma há muitos e muitos anos numa ida a Lisboa - tem música espectacular do Marin Marais e é duma beleza estética notável. A voz do Gerard Dépardieu em fundo ainda aumenta mais a grandiosidade deste filme.

Virgínia ( once again)

disse...

Obrigado pelo conselho e pela bela poesia, Mário!
Arranjar-se-á tempo, com certeza! Porque o t€mpo já vai melhorando com a chegada do verão!
"O tempo pergunta ao t€mpo...":)
Namorar faz falta, pode crer! Aqui é mesmo a falta de tempo que aborrece as vontades. Mas não há nada como umas férias a dois lá para Setembro para, com t€mpo, repor o tempo!
Pronto, este trocadilho parvo já chateia!:)