terça-feira, 16 de outubro de 2007

nascer de um espaço


As nuvens existem, porque os céus sempre azuis carregam consigo a monotonia e o conformismo.


Mas entre elas existe um espaço azul. Entre elas surge o sol, como garante da ousadia, exemplo do desejo, imagem da fantasia, símbolo do hoje e do amanhã.


A nossa vida é, na melhor das hipóteses, um sexto da de uma fralda descartável. Ou da de um saco de plástico. Mas a nossa eternidade alcança-se na partilha, na explosão da nossa vida em mil pedaços, repartida pelos filhos, pelo que fazemos, pela dádiva, pelas impressões digitais que deixamos nesta nossa passagem efémera.


Hoje nasce "O espaço azul", porque o seu autor tem algo para dizer e muito para escutar. Mesmo que as palavras e os sons, as imagens e a luz se percam (ou se ganhem?) no espaço azul entre as nuvens.


Aqui estou, quando for o caso, e sempre convosco, sem ser por acaso...

3 comentários:

Sofia e Pedro disse...

Primeiros a comentar em stéreo!

Que essas nuvens e que esse espaço azul entre as mesmas deixem sempre brilhar o sol. Estaremos aqui para o apanhar...

muitos beijinhos
Sofia e Pedro

João P. Santos disse...

Pobre céu... até ele parece estar susceptível a emoções que julgamos, de forma egoísta, que são só nossas. Até ele tem os seus "altos e baixos", como nós temos dias nublados, uns mais cinzentos que outros. Parece triste esta fatalidade. Há dias melhores e piores. Há ainda alguns que são "assim-assim", quando as nuvens nos deixam "espreitar" os céus e nos deixam almejar fitar o infinito.
Falo no infinito porque corremos o risco de insultar o céu se o julgarmos como limite. O céu está lá para nos aconchegar, para evitar que os desprotegidos se percam e como o "veículo dos sonhos" mas, além dele, estende-se a imensidão do Universo: as longínquas estrelas das quais faz parte o nosso Sol, que sempre queremos ver aqui da Terra a brilhar, e tantos outros astros que nos maravilham. Pensar que isso existe, deixa-nos perplexos e ficamos a pensar que, sendo tão maravilhoso, o céu nos permite ver que somos pequenos, pequenos de mais para nos entristecermos só porque o tempo é de trovoada.

Por isso, há que garantir que a nossa vida é tudo, mas tudo, excepto "um sexto da de um saco de plástico". Temos de fazer o que for preciso para o evitar e mostrar que estamos neste mundo não para cumprir pena, mas para deixar um legado, forte ou fraco, a perpetuar.

Um grande abraço,
João Pedro

PS- Este Blog é para continuar! Força! Sem baixar o ritmo. Prometo vigiar o processo e participar quando achar oportuno :)

pedro sanchez disse...

Boa Mário

Que seria o espaço azul sem as nuvens, uma verdadeira monotonia, sem dúvida.
Prá frente virei comentar sempre e ler-te com todo o gosto.
A tua crítica é sempre oportuna.
É preciso novas vozes para criticar o status cuo.
Bjs, pp