quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

CC no ir...

Havia uma fábula sobre uma rã que queria inchar para ter o tamanho de um boi mas, como diria a Teresa Guilherme, "isso agora não interessa nada".

A sua principal arma, a arrogância, derrotou-o. Não as políticas, porque algumas até estavam certas. Foi uma derrota pessoal e é isso que me dá particular gozo!

O mesmo homem que ameaçou e perseguiu, no verdadeiro sentido da palavra, quem defendia uma vacina que, três anos depois, anunciava com pompa e circunstância ter introduzido no Programa de Vacinação "para salvar vidas"; o mesmo que pôs processos disciplinares, demitiu ilegalmente, colocou especialistas de um grupo etário a tratar do oposto, com gabinete numa casa de banho (autêntico!); que manipulou jornalistas ao ponto de estes, em tribunal, confessarem como foram pressionados e coagidos para dizerem mal e caluniarem quem, afinal, defendia o que o senhor ex-ministro acabou por achar que era muito bom, finalmente foi corrido, mesmo que, na versão oficial, "a pedido dele".

Diz-se que a vingança se serve fria, e é verdade, mesmo quando é por interposto Sócrates - já se dizia na Grécia que a arrrogância era o único pecado não permitido pelos deuses.

CC caíu. O ministro que também gostava do conceito "jamé" (já se preparava para inaugurar o hospital pra o qual lançou a primeira pedra há dias!!!), pode ir agora perguntar ao ex-colega se é na margem sul que fica o deserto que terá de atravessar. A menos que prefira candidatar-se a presidente da Junta de Freguesia da Anadia.

Entra Ana Jorge, colega pediatra, e a enorme esperança do regresso das políticas de Maria de Belém e de Constantino Sakellarides (que neste momento ocupa o cargo, na Escola de Saúde Pública, que CC deixou quando foi para o ministério, depois de também ter sido altamente incorrecto para Sakellarides - o homem é assim, o que se há-de fazer...).

É nestas (só nestas) alturas em que acredito que haja um deus justo!

4 comentários:

joaopedrosantos disse...

Boas,

Devo confessar que acho deveras estranho o 'timing' desta 'remodelação' do governo.
Aviso de antemão que sei pouco sobre a estado da política actualmente em Portugal pelo que da Ministra da Cultura (que teve aquele caso do Teatro no Porto em que teve de actuar e fora esse caso não lhe conheço mais 'intervenções') nem vou falar.
Agora no caso do nosso amigo CdC não compreendo que Sócrates tenha escolhido esta altura para o 'despachar'... As principais medidas impopulares estão tomadas. Agora temos o difícil período de adaptação que supostamente requer imensa perícia para fazer os ajustes que deveriam ter sido feitos ANTES da tomada destas implementações e decidem despedi-lo... ainda por cima mostra muita falta de coragem e persistência que já vai sendo a "trademark" do nosso PM. Agora mais do que nunca ele deveria bater o pé e ir até ao fim...
Nunca gostei deste ministro. De facto, foi a atitude dele de pseudo-superioridade perante o resto do 'povo' que me fez desde cedo antipatizar com ele. Contudo, embora não ciente de todas as consequências destas, eu julgo compreender algumas das decisões dele. Temos economia de país de 3º Mundo, logo não podemos ter políticas de saúde de luxo... Foi tudo mal executado e esse foi o único problema.
Também já percebi que esta sua entrada poderia bem ter sido mais um capítulo da série 'ódio de estimação'.

PS- Bom, corrijam-me caso tenha errado nalguma coisa...

Um abraço,
João Pedro

Anónimo disse...

Adorei a queda do pedestal! Quanto mais se sobe, maior é a queda! Tal como Icaro, queria chegar onde todos sabiamos que era impossível. As asinhas também derreteram, como se de cera fossem feitas!
GOSTEI!!
Como desejo que esta remodelação governamental tivesse continuidade, nomeadamente no Ministério da Educação. Essa é outra, a quem a Arrogância não falta!

Anónimo disse...

Também soube de alguém que diz incluir uma certa vacina, no plano de vacinação, e que foi "corrido", porque, segundo eles, não interessava!!!! Fazia exigências demais!

miguel disse...

Mário: li e registei.