segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

adoro mercados...

Uma visita ao mercado.

Uma experiência que repito, sempre que posso, como foi caso recente no Funchal.
Gosto das cores, dos cheiros, da simpatia de alguns vendedores, do seu linguajar, e até das barganhas e das discussões entre eles.

Acho graça aos arremedos macho-latinos e aos jogos de sedução, subjacentes à relação entre os vendedores e os clientes.
Gosto de sentir a Terra e o que ela dá, da forma mais genuína.

E gosto de pensar que nos alimentamos (e portanto vivemos) de coisas tão boas e bonitas.
Ainda bem que somos um dos poucos animais que vê a cores. A partir dos 4 meses, mas (salvo raríssimas excepções) com a gama toda do arco-íris.

Gosto de ir ao mercado. E de explorar os mercados das cidades e vilas onde vou, em Portugal ou no estrangeiro.

É uma experiência que recomendo, e com filhos ainda mais. Eles adoram, as vendedoras derretem-se e é muito melhor do que o forno lento dos centros comerciais.

Já nem falo do gozo que me deu tirar estas fotografias. E não mostrei fotografias dos mercados de peixe, porque este (com o curioso nome de "Mercado dos Lavradores", no Funchal) era só de flores, frutos e legumes. Mas prometo voltar ao assunto, se calhar quando estiver de férias na Praia da Luz, em Julho...

3 comentários:

manuel teixeira disse...

Também eu sou um amante incondicional de mercados. Sobretudo os de comidas.
E de super mercados, também.
Ambos reflectem de um modo completamente diferente a relação dos povos com a comida, essa grande forma de cultura da espécie humana.
Ao longo dos tempos, e de todas as minhas muitas viagens que tenho feito, não me consigo lembrar de uma só em que um mercado não tenha feito parte dos locais a vizitar.

Milene disse...

Ao analisarmos detalhadamente cada uma destas fotos, depressa nos encontramos no mercado com todo o seu esplendor de cores e cheiros, sem nunca termos saído de casa: é o mercado "on line"... sem compras...!!!

Mário disse...

Concordo convosco. Acho que os mercados são uma réstia de genuinidade quase pueril. E apesar da concorrência dos supers, hipers e outros, mantêm a garra e conseguiram modernizar-se (nomeadamente em questões higiénicas) sem perder o cunho.
Outro tipo de mercado, mas ao ar livre, é o das Caldas. Em 1980-82, anos em que trabalhei em Óbidos, praticamente todos os dias ia ao mercado. As tendas eram desfeitas à uma da tarde. Às duas não havia uma folha de alface no chão. Esse tem galinhas, patos, pintos e outros animais quejandos, para além de queijo, pão e enchidos.
Dá gozo, e nas fotografias falta infelizmente o som, o cheiro, o tacto e a sinestesia geral.