sábado, 16 de agosto de 2008

um exemplo de campeão


Francis Obirah Obikwelu, nascido em 1978. É um atleta genuinamente português, porque foi cá que pôde desenvolver toda a sua arte atlética.

Ganhou a medalha de ouro no Campeonato da Europa de Atletismo de 2002, a medalha de prata dos 100m nos Jogos Olímpicos em Atenas (2004) e, em 2006, venceu as provas dos 100m e 200 m no Campeonato da Europa em Gotemburgo. Foi eleito Atleta Europeu de 2006e é o detentor actual do recorde europeu dos 100 m.

Hoje falhou o "ataque" à final dos 100 metros, em Pequim.

Passados momentos, anunciou o fim da carreira, e nem nos 200 metros já vai correr.

Mas, ao coroar uma postura de humildade que só os verdadeiros campeões têm, Obikwelu disse: "Peço desculpas aos portugueses, porque estiveram a pagar para eu vir aos jogos".

Quando o presidente da Federação de Remo "rouba" o bilhete do treinador para poder, ele, ir a Pequim, ficando os remadores nacionais "à nora", Obikwelu sai em grande. Pode não ter ido à final, mas já lá está, no podium da Honra, do Mérito e da Categoria.

Obrigado, Francis Obikwelu!

4 comentários:

joaopedro disse...

Fiquei triste. Senti que foi precoce esta saída. Ele poderia dar ainda alegrias a Portugal. Apetece dizer "Vá, não faz mal..."

Carmo disse...

"...não nos importamos de pagar, força... vá lá, corre os 200m, só te queremos ver correr!"
Bolas, coitado! Eram todos rápidos como um raio.

Mário disse...

Esta atitude de Obikwelu é mesmo a cereja no bolo de uma carreira simples, humilde, altamente eficiente e vencedora. Própria dos verdadeiros deuses do Olimpo!

Maria disse...

O teu Post foi exactamente o que pensei quando ouvi a noticia!
Mais nenhum dos atletas nascidos e criados por cá teve a humildade de dizer isto.
Mais, concordo inteiramente com o post da Carmo, mais acima: Eu também pago para ter atletas destes!
Como disse no meu ciber-cantinho http://veranuda.blogspot.com/ “Era bom que todos os portugueses tivessem estas atitudes de humildade. Será que algum dia vou ver e ouvir políticos e gestores do dinheiro público, a (pelo menos) a dizerem “desculpem, geri mal e delapidei o dinheiro que era povo português”.