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Um estudo realizado em Espanha, em que participaram 948 crianças e adolescentes, permitiu concluir que um estilo parental mais tolerante produz jovens mais saudáveis do que uma educação autoritária e pouco flexível.
Os investigadores demonstram que o estilo com mais sucesso em Espanha é o tolerante, seguido daquele em que existem regras rígidas contrabalançadas com afectos. Segundo os investigadores, castigos, regras e sistemas educativos com uma disciplina muito rígida revelaram-se sinónimo de desenvolvimentos emocionais incompletos e níveis mais elevados de ressentimento com a família. Mais comunicação e diplomacia são alguns dos conselhos.
I-on line
Numa altura em que, muito bem, as vozes se levantam contra as crianças ditadoras e tiranas (como denuncia Javier Urra nos seus vários livros), e se fazem avisos para a prevenção do narcisismo omnipotente que perdura, em tanta gente, depois dos "legítimos" 18 meses de idade, também é bom revelar o outro lado da moeda: os males de educações rígidas, sem afecto e, sobretudo, sem entender o que são crianças ou esperar delas comportamentos semelhantes aos dos adultos. Para muitos pais e educadores (e adultos em geral) as crianças voltaram a ser "adultos em miniatura" - nada de mais errado e a Ciência demonstra-o à saciedade... e à Sociedade.
Regras, sim. Limites, sim. Mas com firmeza afectiva, e aceitando que toda a regra deve ter excepções e, também, de vez em quando, transgressões.

























