sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Se a Educação custa caro, quanto custa a Ignorância?
Mário Cordeiro

7 comentários:

Milene disse...

Certamente muitíssimo mais, mas pior do que isso, o quão difícil é lidar com "Ela"..........

rui disse...

Não custa nada, mas paga-se caro.

Bom fds.

Virginia disse...

A ignorância é atrevida, como diria o meu -ex e com razão.A começar pelo n/vosso 1º.
É fácil arranjar diplomas, basta conhecer as pessoas certas e ter jeitinho para as manipular.

A ignorância neste país só custa e muito aos profs que os aturam anos a fio, sem possibilidade de os regenerar, dar-lhes conhecimentos, valores e uma Vida, como muitos desejariam.

Vou deixar de falar destes assuntos - professores e seus problemas - aqui no teu blogue.

Não há grande feedback e sinto-me um pouco só a lutar por uma causa que não é clara para a maior parte das pessoas. Hoje nem dormi a pensar em tudo o que se passa, o que já passei na minha vida profissional, as ilusões que tive e as utopias em que embarquei.

Ainda agora alunos do meu filho na Fac de Engenharia se lembram de mim e alguns do meu nome. Não sou narcisista, mas, caramba, esta Ministra conseguiu destruir todos os ideais que me levaram a ser a professora que fui e de que me orgulho.

Não suporto a mulher e só quero vê-la dali para fora. A ela e ao Sócrates, um homem (?) que me mete engulhos, pinóquio de meia tigela, bajulador dos alunos, subornando-os com Magalhães, como se isso fosse mudar o mundo. Hipócrita que ainda por cima beneficiou empresas privadas como a Intel e a Microsoft para conseguir os seus fins duvidosos.

desculpa, Mário, mas é demais...

miguel disse...

Virgínia: por mim, continue os seus desabafos e reflexões sobre as questões de educação.São sempre inteligentes,quase sempre próximos daquilo que eu penso e bem redigidos. A falta de feed-backs já é clássica nos blogues. A maioria das pessoas lê-os sem comentar.No que me diz respeito, nem no meu blogue falo muito na actualidade educativa.E quando falo prefiro abordá-la utlizando "cenas" do quotidiano da minha escola que, de alguma maneira, possam ser novidade para quem está de fora.

Como leitor do " espaço azul..." penso que os seus comentários são, já, imprescindíveis.

Virginia disse...

Obrigada, Miguel.

Gostaria de transcrever aqui, e perdoa-me, Mário, alongar-me uma vez mais, algumas palavras de VPValente no seu editorial do Público de hoje ( não perder a totalidade):

«Um amontoado de professores e um amontoado de alunos que se limitam a cumprir contrariadamente uma formalidade obrigatória, perante a indiferença da comunidade, não passam de um "Ersatz" ( meu : mistificação, substituto do real) da verdadeira coisa.

O sistema de ensino em Portugal é em grande parte um "Ersatz", em que A AVALIAÇÂO DOS PROFESSORES NÂO TEM QUALQUER ESPÉCIE DE SENTIDO E VAI INEVITAVELMENTE PARA A INJUSTIÇA E O ABUSO.( maiusculas minhas)

«...a obrigação grotesca de estabelecer para cada "objectivo burocrático", um objectivo estratégico," um "objectivo táctico" e um "objectivo operacional" - a insensatez ( eu diria aberração) não pára.
A sra Ministra não é deste mundo. E ouve vozes.Perante a balbúrdia e os protestos quu provocou, continua convencida da sua razão....» ( continua)

Esqueceu-se VPV dos "objectivos específicos" e dos "objectivos gerais" que são a Bíblia dos educadores.

Penso que isto resume tudo. Porque será que há tantos que não entendem?

joaopedrosantos disse...

Não deixe de ir deixando os seus comentários, Virgínia.

Valem a pena ler. Sobretudo porque, para mim, são algo inesperados. O ponto de vista que aqui deixa ajuda quem não está assim tão dentro do Ensino a perspectivar a realidade do que não vê.

Além disso, aqui ou noutro qualquer local, diversidade de ideias e pensamentos é saudável.

Pode não ser directamente apoiada. Aliás, podemos discordar todos de si. Mas acaba por enriquecer o blog.

Mário disse...

Virgínia
Era o que mais faltava, "demitir-se". Este "eleitores" não a deixam sair, nem a deixam deixar (diz-se?) de fazer comentários sobre a Edsucação.
Se retomo este tema, de quando em quando, é porque me parece ser particularmente importante, mas também particularmente complexo
Li, no Expresso de ontem, o artigo do Sousa Tavares e do Fernando Madrinha, bem como outras notícias e a entrevista com a ministra.
Sei bem o seu trabalho - excedeu tudo o que se espera de um professor, não apenas nas aulas mas no enorme desejo de dar tudo aos outros - não é por acaso que uma professora decide fazer manuais que, se agora são "normais", na altura eram verdadeiramente revolucionários, no conteúdo, forma e estilo, quebrando os velhos livros que mostravam fotografias de Trafalgar Square ou do Big Ben.

Por outro lado, o facto de as pessoas não comentarem é comum - e olhe que ando nisto há mais de quatro anos. Temos uma média de 100 visitantes por dia, mas a maioria das pessoas não fazem comentários - e é tão normal fazê-los como não, portanto não se podem tirar conclusões do facto.

Entre os que comentam, isso sim, é sadio e estimulante ler as ideias e argumentos dos outros mesmo que, como referem o Miguel ou o João Pedro, não se esteja completamente de acordo, a não ser numa coisa: o Ensino/Aprendizagem, seja dentro do Sistema Educativo, seja em casa e na sociedade, é a peça mais importante de todas as que formam o tecido social e a organização de um país.