quinta-feira, 2 de julho de 2009

Amanhã um novo dia


E entre o sol e o nevoeiro, a paz e a discórdia, o consenso e o conflito, o feio e o bonito, um novo átomo nascerá, um sonho será permitido, uma página aberta e despertos os sentidos.

Para que possamos cometer outros erros, que não os mesmos, porque essa é a maravilha e a marca indelével da imperfeição das pessoas e da condição humana, no percurso eterno do aperfeiçoamento, rumo ao infinito e à utopia.

14 comentários:

Anónimo disse...

Esta entrada é mesmo futura....antes de o ser.

Hoje chateei-me por causa duma pequena inundação em casa, problemas do cilindro, e perguntei-me que importãncia têm estas pequenas coisas na vida do Universo e se não valeria a pena, deixar inundar tudo e sair para uma vida diferente!
Sei que estou numa de depressão...felizmente daqui a nada saio daqui...preocupo-me com tudo e o unico efeito é ficar triste como a morte.

Sonhar? Já não....a realidade encarregou-se de matar alguns que pudesse ter.

E por aqui me fico

Cheerio

virgínia

disse...

Nada em que não pense frequentemente, Virgínia: deixar tudo, montar-me na mota com una trapos e uns trocos, raptar a mulher e demandar a novas coisas, a uma nova vida. Às vezes penso que os melhores anos da vida me fogem e eu assisto, sem nada fazer...
Bom, este blog está a transformar-se num daqueles chats de pessoal depressivo que partilha as suas mágoas com outros internautas!:)

Elisete disse...

Virgínia,
Em primeiro lugar, Parabéns (penso que fez anos dia 29/6 ou então o “Geni” enganou-me)!
Em segundo lugar, não acredito que uma pessoa que pinta como a Virgínia tenha deixado de sonhar!
Em terceiro lugar, mudar de vida para quê? Só se fosse possível deixar de ser quem somos, caso contrário viveríamos a outra vida da mesma forma. O melhor é continuarmos com a mesma vida, não cometeremos os mesmos erros mas outros diferentes e aproveitar todos os dias bons para nos desforrarmos dos maus.
E por aqui me fico.

Anónimo disse...

Obrigada, Elisete, pelas suas maravilhosas palavras e pelos parabéns ( 28/6). Realmente seria muito ingrata se não me lembrasse de todos os que me telefonaram ou escreveram nesse dia ou nos seguintes e que nos revelam todos os dias que deixámos alguma marca no caminho, mesmo que sejam apenas pinceladas de sonho...

Felicidades.

Virgínia

Mário disse...

Há que ser optimista, Sister, sem ser deslumbrado, claro.
Mas continuar a criar, toda a vida, e a sonhar, porque quem sonha 20 sonhos, desenha dez projectos e realiza dois. Quem não sonha, nunca terá o gozo da fantasia, o entusiasmo do projecto e o orgulho da realização.
Eu continuo (ingenuamente?) a sonhar e a inovar. Não apenas por estar com uma casa vazia com um vago ar de Chechénia, e a morar aqui e ali, com uma mochila (e o computador) às costas, mas faço disso uma alegria. Não sou eu que estou sempre comigo? Só quando me perder de mim é que ficarei apreensivo. Até lá, tudo o resto são minudências...

Mário disse...

O mundo, aliás, é feito de coincidências. Reza a fábula que o Lobo e o Cordeiro hão-de ser sempre inimigos, por pertencerem a clãs diferentes.

Pois a Elisete (Lobo) é prima do autor deste blogue (Cordeiro), a sua bisavó Adélia era irmã da minha trisavó Lúcia!

O mundo é pequeno!!! Um dia faremos um caril de "lobo e cordeiro"!

Anónimo disse...

O meu optimismo tem dias....e hoje está cinzento e até o mar que vejo do meu escritório é uma nesga cinzenta escura...
LOBOS? Donde?
Conheci uns primos Lobos quando era mais novinha em Lisboa, lembro-me que vinham de vez em quando visitar-nos e traziam bonbons e fingiam que eram assustadores!
Já lá vão uns tempos...

Bjo

virgínia

sofia disse...

Mais uma vez obrigada ao autor do blog por partilhar os seus pensamentos. Por vezes são para mim uma inspiração, como o de ontem. Obrigada. O mundo devia ter mais pessoas como o Professor! Para todos um bom dia!
Sofia

Elisete disse...

Lobo é do meu pai. Nós somos primos pelo lado “Pinto”, da minha Mãe. Assim, o caril terá que ser de frango e cordeiro!
Mas é um facto que o mundo é mesmo pequeno! E ainda há mais coincidências: quando a minha irmã mais nova escolheu o pediatra dos filhos, não fazia a mínima ideia destas ligações, nem que o Pai do Dr. Mário Cordeiro tinha sido pediatra da nossa irmã mais velha ou que o Avô (?) tinha sido médico da nossa Mãe.

Mário disse...

Felizmente a minha "mochila às costas" é muito soft e apenas força de expressão... é o que dá ter uma namorada querida que me oferece a casa dela e me trata com todos os miminhos (o pior é se me habituo a tanto cuidado e tanto bem-estar). É oiro que só está ao alcance de privilegiados. Ainda bem que o sou!

Talvez por isso seja optimista, porque encontro sempre uma coisa boa no meio da desgraça.
Obrigado, Catarina. Love you!

Anónimo disse...

Mereces muito mais...!!

Beijos,

Catarina

miguel disse...

A nossa estrela apenas viveu - dizem os cientistas - metade do seu tempo de vida. Restam, por isso, uns valentes milhões de anos para cumprir a UTOPIA. Assim o HOMEM se reinvente todos os minutos de todos os dias, por todas as gerações, esta e as futuras - até para evitar a sua própria extinção.

Urge fazer nascer, nos mais jovens, o conceito de UTOPIA, como se fôra fazer deste mundo-terra uma aldeia perfeita. Primeiro, isto. E depois dotá-los da lucidez para perceber que é impossível cumprir a geração no período curto de uma vida e , apesar disso, nunca perder a ESPERANÇA!

P.S.- Vi o comentário sobre os últimos tempos da Farah Fawcett, feito quase na primeira pessoa. E gostei.
Gostei daquela nudez quase absoluta com que ela se expôs; por exemplo quando, hesitante e por fim assumida, deixa que se filmem os restos da sua cabelereira, outrora imagem de marca.
Fiquei também atónito: nem nas últimas semanas aquela mulher madura ( quase velha )perdeu a capacidade de se mostrar sensual, provocadora.

Farah subiu inifinitos pontos na minha consideração.

Anónimo disse...

Miguel,

Também vi o documentário e fiquei muito impressionada pela força e sofrimento daquela mulher, e pelo despojamento de qualquer vaidade, em nome da verdade e do exemplo.
E concordo consigo que, até ao fim, continuou a ser um ícone de beleza, beleza essa reforçada pelo lado humano, corajoso, afectuoso e meigo que revelou. E conseguiu mostrar tão bem o quanto frágil é a nossa existência, e que somos todos iguais, na doença e na morte. O que fica mesmo para a eternidade são os exemplos que deixamos em vida, como foi o caso dela.

Catarina

Miguel e Rita Clara disse...

Professor Mário,
A Utopia pela sua própria definição é sem lugar...
Tenho andado à roda com este tema, o lugar dos Artistas na sociedade Portuguesa .. É mesmo esse A-TOPOS...
Há uns anos, O Miguel perante a minha paixão por Arcas e a dele por Tapetes achou que deveríamos ter tudo em arcas e tapetes (abandonar os outros móveis, tipo Berbere) para nos tornarmos nómadas...
Há uns dias o DN chamou-nos artistas nómadas , não me assusta a carga saltimbanca...
Penso até que a Humanidade sempre se deslocou para sobreviver !!!