sexta-feira, 31 de julho de 2009

Dia Mundial do Orgasmo


Se o há da Avó, do Cão, do Piriquito e dos Marinheiros que Sucumbiram nas Guerras Púnicas (o dia, entenda-se), porque não este, que tem a ver com algo verdadeiramente mundial?

Foram as sex-shops inglesas quem desencadeou este movimento, há oito anos.

Do grego "orgasmós", que significa movimento impetuoso dos humores, muito se discute sobre o seu verdadeiro significado, se há vários, diferentes e diversos. Cada um sabe de si e dos seus, mas citando o meu amigo Júlio Machado Vaz, para melhor entender esta "problemática": "o verdadeiro órgão sexual dos humanos é o que está entre as orelhas". Subscrevo!

Fotografia: Hubble

6 comentários:

Anónimo disse...

NO comments! :))

V.

Pintarriscos disse...

Nem mais. Subscrevo inteiramente essa ideia. Talvez a nosa espécie se tornasse menos violenta. Imagine-se quantas guerras, genocídios, homicídios, limpezas étnicas, perseguições, xenofobias e invasões simplesmente não aconteceriam se as criaturas (na sua grande parte do sexo masculino) que as despoletaram tivessem uma vida sexual plena e rica.

"Make sex, not war"

Paulo Galindro

Anónimo disse...

E quantas quezílias, mexericos, romances falhados, casamentos truncados, frustrações refreadas, idas para o convento, conversas proibidas, temas tabus na escola, etc, não se evitariam se as mulheres pudessem exprimir livremente aquilo que sentem - e o que fazem - antes, durante e depois dos chamados actos de amor!

DIA , HORA, MINUTOS do ORGASMO, JÁ!!! E já agora DOS ORGASMOS no plural....para quê limitar-nos?

Virgínia

Filipe Snr disse...

Apoio totalmente não só o artigo, mas também os comentários da Mana e do Paulo. Está tudo dito.

Mário disse...

Um dos tabus que tem de se vencer é a ideia que há "um orgasmo" - e muitos programas, apesar de didácticos, podem tornar tudo tãqo mecanizado e conforme "manual de instruções" (estou a pensar nos da Marta Crawford) que retira o que há de espontâneo, natural e imprevisível. Pode ter-se um orgasmo a andar a cavalo ou de bicicleta - mas se for a Marta, no seu programa, a "ensinar", acho que dará mais pica ir ver o Sporting.

O Júlio põe o dedo na ferida - é no cérebro que está tudo, e por isso podemos ser e fazer muito mais do que pensamos - os órgãos efectores são meramente efectores. O cérebo é ilimitado. Do conjunto, sabiamente regido, nasce a felicidade. E os orgasmos, também.

Anónimo disse...

Concordo que a mente tem um papel importantíssimo no acto. Mas cada vez mais me parece ser mais necessária a privacidade dos casais, momentos a dois em casa, no hotel, na praia, na charneca, sei lá onde, momentos em que não haja meninos no quarto ao lado, janelas abertas para a rua, paredes que contam e cantam, limitações de espaço e de som.

Nunca soube o que era verdadeiramente estar só em casa e agora vejo que todos os casais exigem ter fins de semana sem meninos - os avós, os amigos, os tios devem ajudar ( eu não tive nada disso aqui no Porto) - pois a rotina e as limitações mirram a mente e a vontade de "brincar" desvanece-se.

V.