terça-feira, 3 de novembro de 2009

vírgulas nos is...

Esta frase precisa de uma vírgula: onde a coloca???

19 comentários:

Anónimo disse...

A seguir a "Mulher", claro!
Onde está a dúvida?!

Catarina

Elisete disse...

Os Homens têm mais fama que proveito. Eu cá acho que a vírgula também podia ficar a seguir a “tem”. A maior parte das mulheres são mesmo … (é melhor não escrever).

Virginia disse...

O português so fica correcto se a vírgula vier depois de tem.

A frase correcta é:

Se o Homem soubesse o valor que tem, a Mulher faria tudo para atrair a sua atenção.
ou

Se o Homem soubesse o valor que a Mulher tem, faria tudo para atrair a sua atenção.

Acho que como está é errado gramaticalmente falando.

Já o conteúdo é discutível. Acho que os Homens fazem tudo para que a Mulher lhes dê atenção, mas nem sempre conseguem...:))

catuxa disse...

Pessoalmente, não colocaria vírgula. Deixaria que cada um interpretasse a frase livremente.

Milene disse...

Como mulher, concordo com a Catarina, não há qualquer dúvida que saberíamos à primeira onde colocar a vírgula. Como professora, concordaria com a Virgínia, temos que considerar sempre o gramaticalemte correcto. Baseando-me na Catuxa, sabemos definitivamente que os homens a colocariam sempre a seguir ao tem, e as mulheres a seguir a mulher. Na ausência de qualquer comentário masculino, transcrevo o comentário do meu filho de 14 anos que quando lhe mostrei a frase disse logo: "É claro que a colocaria a seguir ao tem, não poderia jamais pôr em causa a minha condição masculina. Já eu penso que ora a poria a seguir ao tem, ora a seguir a mulher, dependendo do Homem e da Mulher a que esta frase se referisse, e óbviamente teria também a haver com a subjectividade do momento....

catuxa disse...

Parece-me que a questão do português acaba por ser um pouco relativa. E o que diriam Faulkner, James Joyce, Saramago, etc., que tanto escreveram, pura e simplesmente, sem pontuação?

Mário disse...

O que é preciso é debate! Também pensei no Saramago.
Concordo com a Milene: "ele" há homens e mulheres que justificariam colocar a vírgula num ou noutro local.

Rui disse...

Sem dúvida "Se o Homem soubesse o valor que a Mulher tem, faria tudo para atrair a sua atenção."

E essa onda de "nós sabemos bem o que eles pensam" dá que pensar!
Sempre adorei estar entre mulheres - proibidas más interpretações! – partilhar ideias, experiências, etc.
Em casa, vivo com 3 e não me queixo!

Mário disse...

Rui. Estou de acordo, "apesar" de ter seis irmãs mais velhas...
Acho que Deus não pode ser tão mau como o Saramago, o tal das não-vírgulas, diz: ao criar a Mulher, teve a sua "cereja em cima do bolo", a sua masterpiece.
Mesmo que com estrutura complexa e descodificação difícil, a Mulher é a grande obra do Criador. Quais pinturas de Picasso, esculturas de Rodin ou até fugas de Bach... ou golos do Glorioso... são tudo aproximações.
Claro que, no meio da "produção", há produtos mais rascas que não deveriam passar os testes de garantia de qualidade - nisso, alguém se esqueceu de aferir a máquina... mas vale a pena, quand même.

Anónimo disse...

Creio que o que está em causa não é o Homem ou a Mulher saberem o valor que têm. Isso é uam questão indiferente do género, mas suporte da condição humana. Qualquer pessoa deverá saber o valor que tem, para se conhecer, valorizar, respeitar, estar bem consigo própria, e, por isso, relacionar-se melhor com os outros.
Para mim o que está verdadeiramente em causa é o Homem ou a Mulher, para além de se conhecerem a si próprios, conhecerem bem o sexo oposto. Só assim o poderão entender, compreender, decifrar, respeitar e amar.
Por isso, respondi, de imediato, que a vírgula devería ser a seguir a "Mulher", pois para mim o importante era, no caso desta frase, que o Homem conhecesse bem a Mulher e não a ele próprio. Se no lugar de Homem estivesse Mulher, e vice-versa, teria respondido de igual forma, pois creio que a Mulher também deverá conhecer e saber bem qual o valor que o Homem tem.
Quanto a "produções mais rascas", creio que é outro denominador da espécie humana, aplicando-se igualmente a Homens e Mulheres!

Catarina

Mário disse...

Há vários livros interessantes obre o que a Catarina escreveu, como os de Allan Pease e Barbara Pease, como: "Porque é que os Homens nunca ouvem nada e as Mulheres não sabem ler os mapas de estradas", Por que os Homens mentem e as Mulheres choram?, Porque é que os Homens fazem sexo e as Mulheres fazem amor, entre outros.

Escritos por este casal australiano, num tom irónico e jocoso, mas cientificamente rigoroso, valem a leitura... e fica-se a conhecer e a entender as idiossincrasias e diferenças comportamentais e psicológicas do sexo oposto, que tantas vezes geram problemas comunicacionais e de expectativas. Recomendo!

Mário disse...

Há um "como" a mais, mas resulta da pressa... eu acho que sei ler mapas de estrada...

Elisete disse...

Mas eu não tenho dúvidas que há mais produções rascas do lado feminino. Tenho 5 irmãs, trabalho diariamente, quase exclusivamente, com mulheres, e vivo, como actriz secundária, um filme onde uma mulher está de baixa há 6 anos e dedica-se, a tempo inteiro, a fazer mal a dois homens (a lista pode vir a aumentar). Desta minha vivência posso concluir que quando uma mulher é má, é-o muito mais do que o pior dos homens maus. E ninguém me consegue demover disto. Ah, e por mim falo. Sim, porque não há santos à face da Terra.

Carmo disse...

Pelo sim pelo não o melhor é a vírgula ser volante, anda por onde é precisa.

Virginia disse...

Quanto ao escrever sem vírgulas, devo dizer que me aborrece muitissimo ler romances sem pontuação, por muita prosa poética que eles possam conter. Devo ser eu que sou demasiado professoral, mas os autores desalinhados na gramática, sobretudo os romancistas, não me cativam.

Comprei hoje "Invisível" do Paul Auster e graças a Deus tem vírgulas.

Quanto à frase em questão, é um pouco ambígua sem vírgula e parece-me mal escrita, há qualquer coisa que não bate certo.

O Homem nunca conhecerá totalmente a Mulher, Catarina, nem vice-versa. Penso que vice-versa é mais fácil. A Mulher é intrigante e inesperada e muitas vezes contraditória nos seus actos e palavras, muito mais que o Homem. Conheço-me e conheço mais cinco irmãs que tenho! Podemos fazer o melhor e o pior e nada disso é previsível. É uma utopia pensar que se pode conhecer bem uma mulher.

Bjo

Virginia disse...

E acrescento. O mais interessante do meu casamento que já quase findou - mas continua no papel :) - foi descobrir as facetas do meu marido aos poucos, quer as positivas, quer as negativas. Nunca o conheci verdadeiramente, até porque ele é muito reservado e ele tb nunca me conheceu, pois evoluí dos 20 anos até aos 60 dum modo perfeitamente "irracional".

Quem me conheceu aos 20, nunca poderia prever o que eu seria agora, nem eu. O Conhece-te a ti mesmo é uma utopia, apenas uma tentativa quase "infantil" de acreditar em nós próprios e nas nossas capacidades, mas nunca conseguimos saber nem determinar os nossos actos a 100%.
E todos temos um lado obscuro que os outros não conhecem - é a nossa "face oculta" ( hehe) .
O que se descobre muitos anos depois e até depois da morte é incrível!!

Mário disse...

Virgínia - tocou em pontos muito importantes:
1. evoluímos, pelo que o "conhece-te a ti mesmo" é mais um "vai-te conhecendo e não te surpreendas com o que vês";
2. há sempre um "jardim secreto" que não revelamos aos outros - ainda bem. Ai de quem descura a sua intimidade;
3. o conhecimento do outro é muito difícil, porque passa pela avaliação que nós próprios fazemos; nós que estamos em ciclo de mudança constante. Difícil, pois, e talvez por isso as relações que "acertam" sejam raras... mas não impossíveis,note-se!

Rui disse...

Em relação aos últimos comentários: A imprevisibilidade (do não conhecimento absoluto do outro) não trará muito mais à relação H-M do que lhe retirará? Parece-me que a surpresa pode contribuir e fomentar a união H-M em vez de criar distanciamento, dúvida, etc. Dependerá sobretudo do sentido que a relação leva.

Mário disse...

De acordo, Rui. O que dá sal à vida é algum toque de imprevisibilidade. Se tudo fosse um déja-vu a graça e o gozo perdiam-se.