sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

um pensamento aos seis anos...


Desculpem a babadice de Pai!

15 comentários:

Anónimo disse...

Se dar banho a um cão já é difícil, imagino a um boi!!
Nunca me lembraria de fazer esta comparação, nem aos 6 nem aos 60.
Como os putos são precoses nos tempos que correm!!

Mário disse...

O que me trouxe mais felicidade foi sentir que, aos seis anos, já se pode ter consciência de que a vida pode ser difícil.
O contacto com a realidade social e humana ajuda - é talvez o melhor investimento que podemos fazer pelos nossos filhos, abrir-lhes os olhos, mostrar o mundo, realçar a sua situação privilegiada, fazer da solidariedade e do sentido de ajuda bandeiras e obrigações morais.

Nunca dei banho a um boi, mas presumo que deve ser, realmente, uma tarefa ciclópica...

miguel disse...

Frase engraçada , Eduardo!

Vou procurar um poeminha bonito para ti e já coloco aqui nos comentários, para leres com o Pai ou com a Mãe ou com os Irmãos ou quem tu quiseres.

até já

Huckleberry Friend disse...

Estou mesmo a vê-lo a dizer isso... estaremos aqui, Eduardo, não para dar banho ao boi por ti, mas para te dar armas para o fazer. Beijinhos do mano babado...

Elisete disse...

Pai babado (com toda a razão!), diga lá ao Eduardo que a vida não é assim tão difícil, algumas pessoas é que são e essas devem ser afastadas da nossa vida. Demasiado radical para quem tem 6 anos, não? Eu só comecei a fazer isso aos 40. Pois, é melhor não dizer nada …

Catarina L. disse...

Sem descaracterizar a seriedade da frase, eu cá acho que o Eduardo tem claramente uma herança genética...um humor muito especial... :)

ps. tantas novidades!

Joana disse...

Que ternura!!!
A do pai e a do filho, claro!
Fiquei encantada!

Mário disse...

Muito obrigado, pela parte que me toca... mas também não sei bem avaliar a dimensão da tarefa, porque nunca dei banho a um boi... algum dos presentes já passou por essa experiência, que deve ser inolvidável?

Milene disse...

Pois também eu nunca dei banho a um "Boi", mas dependendo do "Boi", pode ser uma tarefa difícil mas,... agradável!!!
Agora deixando de lado as brincadeiras, com ou sem herança genética, a frase é encantadora!
Parabens ao escritor e ao editor.

JB disse...

Estou a ver aquela carinha preocupada a dizer esta frase. Acredito perfeitamente que a vida pareça difícil aos pequenitos hoje em dia. Os pais sofrem o dia dia e os filhos apanham por ressaca algumas migalhas de infelicidade ou desconforto dos pais. Noto nos meus netos, sobretudo no mais velho, uma certa maturidade e inquietação que me inquietam. Preferia-o inconsciente e alegre, descontraído e brincalhão. Mas infelizmente, não posso tirar-lhe o peso que ele já sente lactente no que o rodeia...

Deixa lá Eduardo, podem-te obrigar a fazer muitas coisas chatas, mas NUNCA terás de dar banho a um boi, até porque eles detestam duches!!!

JB disse...

JB é Virgínia, sorry!!

Carmo disse...

Meu querido Eduardo, não é que o Mini Mim está a crescer!

Praguejaria com ele se estivesse ao pé de mim: Bolas, raios partam o diabo!

Pat disse...

Bem, eu também nunca dei banho a um Boí. Dei aos meus filhos, primos, sobrinhos e até já dei banho ao cão (sim, ao meu cão!), não deve ser tarefa fácil, lá isso... A vida é dificil? É sim, senhor Mini Mim, mas é por isso que é tão encantadora, aprendemos a dar valor ás coisas, testamo-nos constantemente, temos noção dos nossos limites e a cereja no topo do bolo é olhar para trás e sentirmo-nos orgulhosos de ter chegado onde chegamos :)
Portanto, meu querido priminho, apesar de tudo, é preferivel a vida ser dificil do que dar banho a uma manada :)
Beijinho grande da prima "velha".
Beijinho ao Pai e ao Mano por lhe darem tudo o que ele precisa para dar banho a Bois, cães, gatos, piriquitos, ao Zoo inteiro!

miguel disse...

O prometido é devido!

Aqui vai um poema para o Eduardo ler com quem quiser:

BARTOLOMEU MARINHEIRO

Era uma vez
um capitão português
chamado Bartolomeu
que venceu
um gigante enorme e antigo.
Bartolomeu, em menino
pequenino,
ia para o pé do mar...

e ficava a olhar
o mar...
E Bartolomeu cismava...
Ó que lindo, ó que lindo,
o mar, e a sua voz profunda e bela!
Uma nuvem no céu, era uma caravela
que novos céus andava descobrindo...

Ó que lindo, os navios,
que vão suspensos entre a água e o céu,
com velas brancas e mastros esguios,
e com bandeiras de todas as cores!
Bartolomeu cismava
porque ouvia
tudo o que o mar contava
e lhe dizia.


Afonso Lopes Vieira (1912)

Mário disse...

Olá
Estive a ler com o pai o que escreveram.
Assim, todos juntos, podemos dar banho até a um elefante.
Já lemos o poema que o Miguel mandou. Obrigado. É lindo
Beijinhos
Eduardo