sábado, 8 de agosto de 2009

"zip-zip", em direcção a tudo o que há de melhor.

Muito nos fez rir. Muito nos fez pensar. Muito provocou, ensinou e inovou. Muito nos acalentou a alma e o sentido de humor. E em tempos nada fáceis.

Até sempre, Raul Solnado! Um abraço da Escandinávia, onde só agora soube da notícia.

5 comentários:

Anónimo disse...

Não interessa o local, pois penso que hoje, qualquer Português, estará de pé, a aplaudir o Actor e o Homem, que foi e será sempre, o Sr. Raul Solnado. Boas Férias
Ana Paula

Virginia disse...

O ZIPZIP foi dos programas mas giros que assisti nos meus vinte anos,esse e o outro da Cornelia, que deixou o pais em transe.Mas Sonado era umbom actor tb, viu-se no filme: A Balada da Praia dos Caes, em que faz de inspector.
Como comico nunca exagerou, manteve-se sempre muito engraçado, mas sem nunca extravasar demasiado...era humor puro, com muito trocadilho e com a suavoa e maneira de dizer inegualºavel.
Era uma personalidade diferente dos actores de agora, cheios de importancia. Só Herman Jose oultrapassou em popularidade. A "Guerra" ficará para a prosperidade.

Adeus Solnado!

Virginia

Filipe Snr disse...

Raul Solnado era incomparável! É difícial numa ocasião destas fugir aos lugares comuns mas, sobretudo, há que não esquecer a sua grande dimensão humana e a doação que ele fazia de si mesmo para resolver os problemas dos outros. Solnado é um daqueles 'que por obras velerosas se libertaram da lei da Morte'.

Filipe Snr disse...

Já agora queria acrescentar que, em relação ao comentário da Virgínia, discordo totalmente que o H.J. fosse, em qualquer altura, mais popular que o Raúl Solnado.
O H.J. teve algum êxito quando fez o 'Tal Canal' mas, nunca chegou aos calcanhares do Solnado, quer no humor (às vezes verrinoso, cheio de sub-entendíveis e de crítica política e social encapotada), quer como Homem que tem obra feita e tudo fazia para altruísticamente ajudar terceiros.
O H.J. não passa de um palhaço que já nem graça tem (veja-se que, desde há uns largos anos, todos os
seus programas acabam em 'flops' começando em horário nobre e, pouco depois, 'chutados' para horas mortas da noite (para além do humor duvidoso, brejeiro e muitas vezes indecente que não atrai audiências). Desculpa, mas não posso aceitar comparações entre os dois. Um foi (e ainda é) um Senhor, o outro, um (mau) Aprendiz de Feiticeiro.

Mário disse...

Concordo, Filipe, e penso onde chegaria o Raul Solnado se tivesse sido da época da televisão e da mediatização.

Além disso, não precisou de se metamorfosear, de pintar o cabelo, de ser associado a "casos" (não digo que o HJ fosse culpado de alguma coisa, mas já de há muito que os "boatos" sobre ele lhe davam um certo jeito...). Nem precisou de ofender por ofender, ou de enfiar uma gravata na mulher do Presidente da República porque ela tinha a voz grossa, ou de perguntar ao "futuro na altura" Presidente da CML e PM, Santana Lopes: "Ó Pedro, mas tu comeste ou mão a Torloni?" (Cristiana Torloni, actriz que redebeu de PSL volumosos apoios para uma peça que quase nem teve espectadores, quando era ministro da Cultura).