segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Parabéns, Louis Braille!



Há 210 anos nasceu Louis Braille.


Conhecido por ter inventado uma escrita na forma de pontos, passível de ser lida através do tacto dos dedos, talvez se saiba pouco sobre a sua vida, pelo que fica aqui uma homenagem, a ele e a todos os que têm promovido a inclusão e adaptação das pessoas com cegueira, bem como aos próprios invisuais, que com grande esforço e dificuldades, mas num exercício de dignidade e cidadania, assumem que o mundo é para se ver - ver! - numa perspectiva vencedora.

Louis Braille sofreu um acidente aos 3 anos de idade, tendo em consequência perdido a visão. Desejoso de ler e escrever a todo o custo (e estamos a falar do início do século XIX), com vista a poder comunicar as ideias que tinha dentreo de si, decidiu inventar uma escrita que pudesse ser lida pelas pessoas que não viam.

A escrita Braille acaba por ser uma escrita composta por símbolos alfa-numéricos, como a maioria, só que usando um sentido diferente da visão: o tacto.
Em todos os países do mundo se usa a escrita Braille. Parabéns, Louis!

8 comentários:

sofia wahnon disse...

Parabéns mesmo: "Ler para Ver" é um lema maravilhoso (aqui: http://www.lerparaver.com/)
Nesta perspectiva, a editora infantil Bruaá, acaba justamente de lançar o seu último livro em edição "bilingue", onde o braille se destaca: O Livro Negro das Cores, é assim que se chama. A merecer lugar nas estantes dos mais pequeninos (e crescidos também ;-)) lá de casa.
Obrigada pela partilha, vale a pena e é bom saber destas efemérides.

Virginia disse...

Uma das coisas que mais me orgulha - embora não tenha feito grande esforço para isso - é ter os meus manuais de inglês todos em braille. Não os tenho comigo, mas sei que gerações e gerações de adolescentes estudaram por eles, dado que a editora os produzia com subsídio do Estado. Mesmo assim muito pouco apoio era dado aos invisuais, sobretudo a nível da audição que penso ser o melhor método de aprender uma língua, mesmo que não se leia tão bem. Os manuais agora já são virtuais, ou seja, podem ser usados e projectados em écran, com as imagens grandes e soundtrack simultâneo em todas as escolas. Tive bastante trabalho ao fazê-los, mas acho que isso pode melhorar muito a aprendizagem, mesmo daqueles que vêem pouco, mas conseguem ver alguma coisa.

Grande Braille. Foi uma das personalidades que sempre admirei, a par de outras como m. Curie, Pasteur, Edison, Lumiéres, etc.

Teresa disse...

Ao ler esta lista de gente ilustre, lembrei-me dos Albuns do Cavaleiro Andante que traziam a vida de todas estas pessoas ( e resumos ilustrados de várias obras literárias clássicas ). A verdade é que ficávamos a saber quem eles eram e o que tinham feito em prole da humanidade. Dá-me ideia que estes nomes pouco ou nada dizem aos jovens de agora. Tenho esses albuns e as Revistas (encardenados na Penitenciária ) todos guardados, mas duvido que os meus netos tenham pachorra para os ler!!!

catuxa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
catuxa disse...

Homenagem bem merecida.
É um daqueles casos em que um pequeno passo para um homem é um grande passo para a humanidade, quer se trate de invisuais ou não, pois aproximou todos e permitiu o acesso a grande parte da informação a quem não o tinha. E o braille tem o "condão" de ser simples e fácil de aprender. O problema ainda é o custo (e, consequentemente, a escassez) da produção em braille e o volume dos livros (pois o papel é muito grosso). A ajuda audio e virtual é fundamental e tem havido progressos importantes, bem como nas TIC. Quanto aos manuais em CDrom, ainda estamos à espera de alguns para este ano lectivo ... mas não têm som, nem dão para imprimir ampliado (e.g.para preencher). Os livros falados (já se usa muito nos países nórdicos) são uma grande ajuda e são bem mais "transportáveis" (e libertam as mãos) do que os livros em braille mas são difíceis de encontrar em português, sobretudo os actuais e para crianças e jovens. Seria um bom projecto...e teria sido bom incluí-los no PNL (haveria mais utilizadores do que se imagina).
Ainda bem que, em certos canais, há cada vez mais programas infanto-juvenis de TV dobrados, óptimos para quem não consegue ler legendas e ainda não compreende bem o inglês. Enfim, vamos aos poucos, nunca esquecendo os que tanto fizeram e que nos servem de exemplo, fora e dentro do país. E esperando que a integração dos deficientes visuais na escola regular (penso que já é quase total, embora falte algum apoio) e no trabalho com qualidade de vida seja cada vez mais algo "natural" e uma adaptação da sociedade, e não só o contrário. A oportunidade está aí.

Virginia disse...

Pois é , Catuxa, provavelmente os meus manuais em CD rom são só para os alunos mais velhos, a partir do 7º ano ... e em especial para professores ou alunos inscritos na Escola Virtual da PEditora ( conheces?), mas hei-de perguntar na editora se eles têm algum de iniciação que seja virtual. nem todas as editoras os fazem a PE é pioneira nessa matéria. Amanhã já vou saber e peço-os para mim.
Soube hoje que vão ser lançados dois CDS com O Principezinho lido pelo Granger. Vi no I, acho que é lançamento deles. Seria excelente para a Laurinha - e não só.Acho que livros lidos em voz alta teriam grande saída cá em Portugal, como t~em em Inglaterra. Tenho muitos em inglês - os Cinco na Ilha do Tesouro, por exemplo e os Adrian Mole, mas são para alunos muito mais velhos.

Virginia disse...

Catuxa
Este site tem a apresentação do livro de que te falei.

http://mhij.pt/audiolivro/o-principezinho/
Vale a pena, acho eu!

catuxa disse...

obrigada tia!