sábado, 11 de outubro de 2008

Jacques... foste quase préver...so


C'est une chanson qui nous ressemble
Toi, tu m'aimais et je t'aimais
Et nous vivions tous deux ensemble
Toi qui m'aimais, moi qui t'aimais

Mais la vie sépare ceux qui s'aiment
Tout doucement, sans faire de bruit
Et la mer efface sur le sable
Les pas des amants désunis.


Jacques Prévert


The falling leaves drift by the window
The autumn leaves of red and gold
I see your lips, the summer kisses
The sun-burned hands I used to hold

Since you went away the days grow long
And soon I´ll hear old winters song
But I miss you most of all my darling
When autumn leaves start to fall


versão de Nat King Cole

Fotografias: Mário

5 comentários:

Anónimo disse...

Tão triste e tão verdadeiro ao mesmo tempo.

Lembro-me duns versos do Paul Éluard que o meu marido me ofereceu em livro tínhamos nós 19 anos - Toi et Moi - com dedicatória e anotações que ele próprio escreveu. Havia um verso que rezava assim:

Et sur toi qui fus ma joie , ma vie et ma douceur, je demanderai un jour froidement: "Comment-va-t-elle?"

Estava anotado: "Ça c'est quelque chose que j'espére ne dire jamais."

Nunca digas nunca...seja para o que for.

Virgínia

cris disse...

Olá, Mário,

Foi uma deliciosa surpresa, quando descobri que o Huckle era o teu filho.
Há coisas super curiosas, mesmo!
Bom, já estás adicionado aos favoritos :-) e agora vou ler o blog, este espaço azul entre as nuvens, (adorei o nome do blog!).

Que bela forma de tomar o pequeno almoço. Quando não são as crónicas do Lobo Antunes, um bom espaço, eu sei que ele não fica aborrecido com a troca :-)

Beijo e bom fim de semana, Mário.
Volto, claro que sim!

Cris
(Não tem "h"...rsss...como puseste lá no Codornizes)

Mário disse...

Virgínia
Não há mais de duas hipóteses: ou uma vida cinzenta, sem grandes emoções mas sem grandes feridas, ou uma vida intensa, com grandes paixões mas com os correspondentes trambulhões.
Pessoalmente, prefiro a segunda, mas com a idade vou adquirindo alguns airbags...

E aqui ficam as palavras de Moustaki:
Les amours finissent un jour,
Les amants ne s'aiment qu'un temps,
Mais nous deux, c'était différent:
On aurait pu s'aimer longtemps, longtemps, longtemps...


Aurait pu - o requinte das palavras.

Cris (sem "heitch")
Pois é. As sinusóides da vida fazem as pessoas entrecruzar-se. Vou também colocar o teu blogue nos meus recomendados.
Aqui, o que pretendo é descobrir os espaços azuis, entre as nuvens, porque os dias de céu imensamente azul sabem bem mas cansam, e não são necessariamente os mais bonitos...

cris disse...

Rss...
Já está no "prelo", o blog, Mário.
Logo te darei o link, claro.
Tal como o Palavras de Algodão, Os Meus Encantos tiveram razão para existir, durante um tempo.
Ainda não fui ver, mas, vou deixar-te uma notícia que li, no Público, sobre a venda do espólio do Jacques por um milhão de euros.


Espólio de Jacques Brel leiloado por um milhão de euros

10.10.2008, Jorge Heitor


Uma das peças mais importantes do leilão de obras do compositor belga Jacques Brel realizado durante os últimos dias na sucursal parisiense da Sotheby's foi um caderno em que estava escrita a canção Amsterdam: "No porto de Amesterdão/há marinheiros que cantam/os sonhos que os atormentam/À beira de Amesterdão/no porto de Amesterdão/há marinheiros que dormem/como porta-estandartes/ao longo dos cais sombrios"...
A assinalar o 30.º aniversário da morte do artista, nascido em 1929, na região de Bruxelas, aquela leiloeira vendeu cartas, fotografias, gravações de entrevistas radiofónicas, maquetes de discos, desenhos e outros objectos referentes ao destacado compositor e intérprete. O total rendeu mais de um milhão de euros. E só por si o manuscrito de Amsterdam rendeu 108.750 euros, enquanto o de Mathilde, igualmente gravado em 1964, se vendia por 72.550 euros.

Segundo a emissora France Info, a viúva de Brel, Thérèse Michielsen, que dele se afastou logo em 1958, depois do nascimento da terceira filha, tinha oferecido aos organizadores do leilão 175.000 euros para que não fossem por diante com a iniciativa, que considerou "um pouco vergonhosa" para o autor de La valse à mille temps, Ne me quitte pas e tantas outras obras-primas da cultura popular europeia do século XX. Mas não se convenceram e lá se foram vendendo o mais que puderam dos 95 lotes de objectos que tinham conseguido juntar.
Jacques Romain Georges Brel, com sangue flamengo, francês e italiano, casou em 1950 com Thérèse, a quem chamava Miche, e começou a gravar em 1953, e continuou até 1977; mas pelo meio também realizou dois filmes (Franz e Far West) e interpretou outros oito, designadamente de André Cayatte, Édouard Molinaro, Marcel Carné e Claude Lelouch.
A força das palavras, o sentimento de revolta e uma certa ironia sempre foram apanágio da obra de Brel, que tem vindo a ser divulgada por outros artistas, como o seu compatriota Francis Seleck, desde 1986 radicado em Portugal.

Segundo a emissora France Info, a viúva de Brel, Thérèse Michielsen, que dele se afastou logo em 1958, depois do nascimento da terceira filha, tinha oferecido aos organizadores do leilão 175.000 euros para que não fossem por diante com a iniciativa, que considerou "um pouco vergonhosa" para o autor de La valse à mille temps, Ne me quitte pas e tantas outras obras-primas da cultura popular europeia do século XX. Mas não se convenceram e lá se foram vendendo o mais que puderam dos 95 lotes de objectos que tinham conseguido juntar.
Jacques Romain Georges Brel, com sangue flamengo, francês e italiano, casou em 1950 com Thérèse, a quem chamava Miche, e começou a gravar em 1953, e continuou até 1977; mas pelo meio também realizou dois filmes (Franz e Far West) e interpretou outros oito, designadamente de André Cayatte, Édouard Molinaro, Marcel Carné e Claude Lelouch.
A força das palavras, o sentimento de revolta e uma certa ironia sempre foram apanágio da obra de Brel, que tem vindo a ser divulgada por outros artistas, como o seu compatriota Francis Seleck, desde 1986 radicado em Portugal.


Não sou apologista deste tipo de eventos (leilões).
De certa forma é privar outros, de ler e aceder ao que de bom existe.
Como tenho a discografia dele [em vinil, porque, apesar de tudo, todos os risquinhos, são a prova provada de que é ouvido, sentido, saboreado:-)] continuarei a ouvi-lo.

Não vou "maçar-te" mais.
É que as palavras são como as cerejas, Mário, e, quando começo a falar sobre algo de que gosto, quando dou por ela, xiiii!...não me calo!

Beijo,
Cris
(sem Heitch)

Anónimo disse...

Os meus discos do Brel tb são todos em vinil e estão em casa do meu -ex.

Sim Mário,

L'ámour cést comme un jour, ça s'en va, ça s'en va l'amour, c'est comme un jour, ça s'en va, mon amour....cantava o Aznavour ( tb em vinil....)

Há tempos descobri músicas deste último e downloadei todas. Fiz um CD magnífico e nostálgico.

Virgínia